Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026

Home Música Estrela do carnaval baiano, Daniela Mercury sonha em desfilar na Sapucaí para homenagear Lula

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Daniela Mercury pode trocar, por um dia, o carnaval de Salvador pela Marquês de Sapucaí. A cantora baiana revelou que tem o desejo de desfilar na Acadêmicos de Niterói, escola de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, que vai homenagear o presidente Lula no enredo de 2026.

“Se eu tiver a chance de participar, vou ficar muito feliz”, disse Daniela, que é amiga de Janja, primeira-dama e entusiasta do desfile. Mesmo sendo uma das principais estrelas da folia baiana, a artista admite que pretende fazer uma pausa na agenda de apresentações para viver o momento histórico na avenida.

A fala foi dada em entrevista à colunista Fernanda Pontes, do jornal O Globo, em que Daniela também comentou o lançamento de “Cirandaia”, seu 26º álbum. O disco reúne participações de Chico César, Alcione, Dona Onete e Geraldo Azevedo, e reforça temas centrais da carreira da baiana, como a valorização da cultura nordestina e a preservação ambiental.

“O álbum traz essa mensagem de que nós, como humanidade, somos muito mais importantes do que qualquer tecnologia”, diz, na conversa com Fernanda Pontes, da turma da coluna. “Também fala do patrimônio nordestino, esse lugar que abriga tradições vivas com muito mais eficiência que Rio e São Paulo”.

Além do lado musical, Daniela reforçou seu posicionamento político e criticou o preconceito regional ainda presente no país. “Ainda existe uma certa xenofobia com a nossa música, literatura e cinema. O Brasil mudou, está mais democrático, mas o Sudeste ainda define o que é (ou não) bom”, afirmou.

Com 40 anos de carreira, Daniela começou a cantar aos 15 anos, em bares de Salvador. Aos 17, subiu pela primeira vez em um trio elétrico e, nos anos 1990, ganhou destaque nacional com “O canto da cidade”. Mesmo com o todo o sucesso, a baiana acha que o Brasil deve um reconhecimento maior à produção artística nordestina:

“Ainda existe uma certa xenofobia com a nossa música, literatura e cinema”, acusa. “O Brasil mudou, está mais democrático, mas o Sudeste ainda define o que é (ou não) bom”.

Mercury compartilhou ainda sua experiência internacional, contando que até mesmo os europeus, que inicialmente não sabiam como reagir às suas apresentações, aprenderam a se entregar ao ritmo. “Tudo bem, não pulam tanto quanto os baianos nem quanto os paulistanos”, brincou a cantora, que se apresentou diversas vezes em Portugal e outros países. (Com informações da CNN Brasil e O Globo)

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