Domingo, 19 de Abril de 2026

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou três ex-dirigentes do Corinthians, além de um antigo funcionário do clube, por um esquema que teria desviado R$ 3,4 milhões entre 2018 e 2023, período que abrange as gestões dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves. A acusação foi apresentada no âmbito de investigação que apura supostas irregularidades financeiras relacionadas a repasses internos realizados ao longo desses anos.

A denúncia, formalizada pelo promotor Cassio Roberto Conserino, aponta como principais envolvidos João Odair de Souza, conhecido como “Caveira”, que atuou como motorista e assessor de segurança de Andrés Sanchez e também como consultor de Duílio Monteiro Alves. Também foram denunciados Roberto Gavioli, ex-gerente financeiro do clube, Matias Antonio Romano de Ávila e Wesley Lúcio Cavalcante Melo, ambos ex-diretores financeiros.

Segundo as investigações conduzidas pelo MP-SP, o valor total sob suspeita é de R$ 3.472.485,72. De acordo com a apuração, esse montante, corrigido monetariamente até março de 2026, corresponderia a cerca de R$ 7,3 milhões em valores atualizados. Conforme descrito na denúncia, os recursos teriam sido retirados sob a justificativa de adiantamentos para despesas relacionadas à segurança institucional, gastos que, segundo o órgão, não foram posteriormente comprovados por documentação adequada.

Caveira é investigado por apropriação indébita majorada praticada de forma continuada. A acusação sustenta que ele teria se beneficiado da posição de confiança mantida junto às presidências do clube para receber transferências em seu CPF e também na conta de sua empresa, a JOS Serviços Expedientes Ltda.

Já Gavioli, Ávila e Melo foram denunciados pelo mesmo crime, porém na modalidade de omissão relevante. Nesse enquadramento, o Ministério Público argumenta que os então responsáveis pela área financeira teriam deixado de adotar providências para impedir movimentações consideradas irregulares, mesmo ocupando cargos com poder de supervisão e controle administrativo.

Segundo a denúncia, o esquema funcionaria por meio de uma “Central de Solicitações”, plataforma interna na qual eram registrados pedidos de adiantamento sem apresentação de notas fiscais, contratos, recibos ou outros documentos comprobatórios. Para os investigadores, o mecanismo teria sido utilizado para contornar procedimentos internos de fiscalização e controle.

A investigação também afirma que as transferências para contas ligadas a Caveira eram autorizadas diretamente pelo departamento financeiro, algo que, de acordo com o MP-SP, não ocorreria sem a anuência de diretores com acesso e controle sobre as contas bancárias do clube.

Além de eventual condenação criminal, o Ministério Público requereu à Justiça o bloqueio de bens dos denunciados e o ressarcimento dos danos materiais e morais apontados como prejuízo ao Corinthians. Os citados na denúncia poderão apresentar defesa no curso do processo. (Com informações de O Estado de S.Paulo)

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