Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

Home em foco Ex-presidente Michel Temer afirma, ao discursar em Lisboa, que adoção do semipresidencialismo em nosso País tornaria a política mais estável

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O ex-presidente Michel Temer afirmou que chegou constitucionalmente à Presidência da República, mas observou que o processo de impeachment – como o de Dilma Rousseff, que o alçou ao poder – é “um trauma institucional”. Temer defendeu medidas que, em sua opinião, afastariam a “instabilidade extraordinária” política no Brasil, como a adoção do sistema que ele chama de semipresidencialismo.

“Cheguei constitucionalmente ao poder (…) Mas (impeachment) é um trauma institucional, nós precisamos acabar com os traumas institucionais”, afirmou Temer, ao participar do Brazil Conference Lisboa, evento promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em Portugal.

Em seu discurso, o ex-presidente disse que, nos últimos anos, “impedimento virou moda” no País. Ao relembrar o impeachment de Dilma, que ocorreu 24 anos após o processo que levou à renúncia do então presidente Fernando Collor de Mello, Temer afirmou que o sistema político brasileiro é de uma “instabilidade extraordinária”.

Como remédio, o ex-presidente defendeu a adoção do semipresidencialismo no Brasil. A proposta de migração para esse sistema político é recorrente em seus discursos e tem adeptos também no Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é reduzir o número de partidos políticos no Congresso e se aproximar do sistema parlamentarista adotado por países europeus.

Segundo o ex-presidente, o semipresidencialismo é garantia de “tranquilidade absoluta” para os países que o adotam. Fazendo um paralelo com a Revolução dos Cravos, de Portugal, o emedebista afirmou que no Brasil se distribuem “espinhos” e que é necessária uma “Revolução das Rosas”: “Precisamos olhar para a frente e distribuir flores”.

Resposta

Durante a campanha presidencial de 2022 e até mesmo depois da posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se referiu a Temer como “golpista”. A mais recente foi em visita oficial à Uruguai, no final de janeiro deste ano.

Em resposta pública, o ex-presidente afirmou que Lula ainda mantém os pés no palanque. Temer afirmou a jornalistas que hesitava em responder à narrativa petista de “golpe”, mas que o fez porque, desta vez, Lula o chamou de golpista no Uruguai, onde é conhecido.

Além de Temer, participaram do Brazil Conference Lisboa os ministros do STF Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Bruno Dantas. O ministro Alexandre de Moraes também participou do encontro por meio de uma videoconferência.

Os ataques do 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes, em Brasília, por extremistas foram repudiados ao longo de todas as palestras. A sustentabilidade da democracia e a força das instituições democráticas brasileiras foram destaques na fala dos ministros do STF.

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