Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 19 de fevereiro de 2026
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi considerado culpado por liderar uma insurreição e condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira (19).
A Promotoria havia solicitado a pena de morte, sob o argumento de que o ex-mandatário não demonstrou “remorso” por ações que, segundo os acusadores, ameaçaram a ordem constitucional e a democracia do país.
Ainda que a pena capital fosse aplicada, a execução seria considerada improvável. A Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997.
Yoon sustenta que a decretação da lei marcial foi um ato legal dentro de suas atribuições como presidente. Durante o julgamento, afirmou que “o exercício dos poderes constitucionais de emergência de um presidente para proteger a nação e manter a ordem constitucional não pode ser considerado um ato de insurreição”.
O ex-presidente também acusou o então partido de oposição de impor uma “ditadura inconstitucional” ao controlar o Legislativo. Segundo ele, “não havia outra opção a não ser despertar o povo, que é soberano”.
A defesa classificou a decisão como a confirmação de um “roteiro pré-escrito” e afirmou que a sentença não estaria baseada nas evidências do processo. O advogado informou que irá discutir com o ex-presidente a possibilidade de recorrer.
Outras condenações
Em janeiro, Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da Justiça.
A nova sentença marca o desfecho do primeiro de oito processos criminais aos quais o ex-presidente responde. Ele foi acusado de tentativa de golpe ao impor a lei marcial no país, em dezembro de 2024.
A pena de prisão perpétua supera os dez anos de reclusão solicitados inicialmente pela Promotoria no caso específico da tentativa de golpe. A crise institucional desencadeada pela medida resultou na destituição de Yoon do cargo e mergulhou o país em um período de instabilidade política.