Sexta-feira, 12 de Julho de 2024

Home em foco Ex-presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e Donald Trump, e o Príncipe Andrew são citados em documentos relacionados a Jeffrey Epstein sobre aliciamento de menores

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Os ex-presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e Donald Trump e o integrante da família real britânica, príncipe Andrew, foram citados em uma série de documentos relacionados ao magnata americano acusado de crimes sexuais, Jeffrey Epstein, tornados públicos nessa semana. Embora especialistas apontem que nenhuma nova evidência tenha surgido com a divulgação das páginas, até então sob segredo de justiça, os depoimentos de supostas vítimas que acusam Epstein parecem demonstrar a relação próxima que ele mantinha com algumas figuras proeminentes da vida política mundial.

Os 45 documentos judiciais tornados públicos na quarta-feira (3) foram originalmente apresentados como parte de um processo por difamação movido em 2015 por Virginia Giuffre, vítima de Epstein, contra Ghislaine Maxwell, uma associada de longa data de Epstein que em 2021 foi condenada por conspirar com ele na sua operação de tráfico sexual. Maxwell está cumprindo pena de 20 anos de prisão.

Os documentos haviam sido lacrados ou redigidos para ocultar os nomes de mais de 100 vítimas, associados ou amigos de Epstein, todos com a designação “J. Doe” e um número de identificação exclusivo. Mas a juíza que supervisiona o caso, Loretta A. Preska, que no mês passado ordenou que os materiais fossem abertos ao público, observou que a maioria dos nomes já havia sido divulgada publicamente em outros processos ou em reportagens. Ela manteve sob sigilo alguns nomes, citando vítimas que na época eram menores de idade.

Depoimento

Entre os documentos abertos estava um depoimento de maio de 2016 de Johanna Sjoberg, uma das supostas vítimas de Epstein, que disse ter tido contato com o magnata entre 2001 e 2006. Ela foi questionada se Epstein alguma vez conversou com ela sobre Bill Clinton naquela época.

“Ele disse uma vez que Clinton gosta delas jovens, referindo-se às meninas”, testemunhou Sjoberg.

Clinton emitiu uma declaração em 2019 dizendo que nada sabia sobre os “crimes terríveis” de Epstein. Um porta-voz do ex-presidente fez uma declaração afirmando que Clinton nunca foi acusado de qualquer delito relacionado a Epstein e não se opôs à divulgação dos documentos que o mencionam.

Sjoberg também fez referência a uma suposta relação de Epstein com o ex-presidente Donald Trump. Ela afirmou à justiça que, enquanto voavam com o magnata em um de seus aviões, eles fizeram uma parada não planejada em Atlantic City, Nova Jersey.

“Jeffrey disse: ‘Ótimo, vamos ligar para Trump’”, testemunhou Sjoberg, acrescentando que Epstein sugeriu que visitassem o cassino do republicano.

Trump disse que teve um “desentendimento” com Epstein anos atrás e “não era um fã” do magnata.

Assédio real

Quanto ao príncipe Andrew, Sjoberg testemunhou que quando ela foi apresentada a ele, ele “colocou a mão” no seu peito. Em 2022, Giuffre (a autora do processo) e o príncipe Andrew chegaram a um acordo em um processo separado, no qual ela alegou que ele a abusou sexualmente quando ela tinha 17 anos.

Os laços com Epstein levaram às quedas do ex-CEO do Barclays, Jes Staley, e do cofundador da Apollo Global Management, Leon Black, e mancharam a reputação de bilionários como Bill Gates, Leslie Wexner e muitos outros homens proeminentes. A maioria das pessoas famosas ligadas a Epstein disseram não ter conhecimento de seu comportamento abusivo com adolescentes ou mulheres jovens.

A maioria dos documentos tornados públicos na quarta-feira não inclui episódios específicos de irregularidades cometidas por outros homens além de Epstein, que foi encontrado morto aos 66 anos em uma cela de prisão em Manhattan, em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Sua morte foi considerada suicídio.

Ao todo, a juíza que supervisiona o caso ordenou a abertura de mais de 200 documentos, o restante dos quais deverá ser divulgado nos próximos dias. Ela disse, em seu despacho, que a maioria dos documentos não incluem material obsceno sobre outras pessoas além de Epstein.

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