Terça-feira, 29 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 29 de setembro de 2026
Levantamentos internos fizeram Lula (PT) e seus marqueteiros ligarem todos os alertas: pode virar tiro no pé do petista as recentes presepadas para turbinar sua campanha – da proibição das bets à decisão do aliado no STF Flávio Dino de liberar fake news sobre a Padroeira contra Flávio Bolsonaro (PL), em nome da “liberdade de expressão”. Pegaram pesado demais no oportunismo debochado: os sinais são de que empurram os indecisos e eleitores de outros candidatos a apoiar Flávio Bolsonaro (PL).
Encolhimento
Assim, a tendência do voto útil, em curso, pode encolher a expectativa de Lula de bom desempenho de Caiado, Zema, Cury e Renan Santos.
Excesso de maldades
Lula contava que candidatos nanicos de oposição somariam de 11% a 13% no 1º turno, retirando votos de Flávio, mas esperteza engole o dono.
Ops, não pensaram
Sobre as bets, marqueteiros não avisaram Lula do risco de desagradar clubes e torcidas de futebol, um dos maiores demográficos no País.
Parece caso pensado
Oportunismo e ignorância não deixaram perceber que proibir bets legais garantiria o mercado de R$100 bilhões para bets clandestinas, marginais.
Governo Lula já fez 889 voos de jatinhos da FAB
Desde o início do ano, autoridades do governo Lula (PT) já realizaram 889 voos nos jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB). O Ministério da Defesa, que ganhou a responsabilidade de fazer o transporte dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal, é quem mais solicitou voos desde o início do ano: 89 no total. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), que até julho liderava a lista de quem mais pegou jatinhos, caiu para a segunda colocação: 86 voos.
Alcolumbre 3º
Davi Alcolumbre, presidente do Senado e do Congresso Nacional, é a terceira autoridade que mais se utiliza dos jatinhos da FAB: 58 voos.
Ainda ele
Apesar de ter deixado o cargo em maio, Camilo Santana, ex-ministro da Educação, está entre os maiores viajões do governo Lula: 54 voos.
Movimentado
Desde julho, mês anterior ao início oficial das campanhas eleitorais, autoridades do governo Lula realizaram 257 voos nos jatinhos da FAB.
O chefe agradece
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) não economiza na hora de agradar o chefe. Doou R$ 25 mil à campanha de Lula, diz o TSE. Equivale a mais da metade dos R$ 46,3 mil que leva por mês como deputado licenciado.
Voto assentado
Segundo a BTG/Nexus, 87% dos eleitores já têm candidato definido para eleição do domingo (4) e apenas 12% consideram mudar de ideia. Para o segundo turno, a certeza é de 92%. É o maior nível da série histórica.
Efeito contrário
Apesar da disseminação da fake news sobre Nossa Senhora, as chances de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nos sites internacionais de previsão passaram a crescer desde sexta (25), quando o TSE proibiu a mentira.
Resposta
A empresa de mudanças Granero/Ginter repudia acusação de clientes de que presta péssimo serviço e cobra em conta no exterior sem nota fiscal; diz “seguir com rigor irrestrito a legislação fiscal, cambial e civil aplicável”.
Números, números
Os números constrangedores do Datafolha na véspera da eleição em 2022 têm sido lembrados: Lula 50% e Bolsonaro 36%. Votos contados, deu 50,9% a 49,1%. A direita até já acredita na vitória em 1º turno.
Ruim e pior
Aliados de Lula (PT) no Congresso não gostaram da decisão unilateral do governo de proibir as bets no Brasil. Apostam na rejeição da medida no Legislativo, mas se ressentem sobretudo de não terem sido ouvidos.
Abstenção média
Em média, mais de um em cada cinco eleitores deixa de participar nas eleições. Caso a abstenção média das últimas três eleições (20,6%) se mantenha no domingo (4), 32,7 milhões de eleitores deixarão de votar.
Senado paralisado
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) obteve 53 assinaturas para abrir a CPI do Banco Master, que nunca saiu do papel, e lembra que também está parada a sua representação contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no Conselho de Ética… que não funciona desde 2024.
Pensando bem…
…país do futebol é o mesmo país durante eleições.
PODER SEM PUDOR
Analfabetos funcionais
Os parlamentares sobrecarregam os redatores particulares ou do próprio Congresso para redigir discursos. O Instituto de Pesquisa e Assessoria dos Congressistas, no final dos anos 80, de tão assoberbado, trocou os textos dos deputados Jerônimo Santana (RO) e Minoro Massuda (SP). O deputado paulista foi o primeiro a usar a tribuna, em tom dramático: “Senhor Presidente, o problema de conflito de terras em Rondônia…”, interrompeu ao perceber o engano e jogou a toalha: “Pô, presidente, eu não sou de Rondônia…” e foi embora, praguejando.
* Cláudio Humberto, com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos (Instagram: @diariodopoder)
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