Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

Home Brasil Exportações brasileiras devem crescer com o fim do “tarifaço” de Trump

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O fim do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode gerar até 2 bilhões de dólares ao ano em ganhos de exportação para a balança comercial brasileira, estimam analistas.

A Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal o aumento de tarifas promovido pelo presidente Donald Trump contra produtos importados de diversos países. Ainda assim, o desfecho da história é incerto e essa quantia pode não se concretizar, visto que Trump anunciou que aplicaria uma tarifa global de 10% usando outras leis para burlar a decisão da Justiça americana.

André Valério, economista sênior, explica que o Brasil, juntamente com China e Canadá, deve ser um dos países mais beneficiados com a decisão, já que a tarifa aplicada ao país é uma das mais distantes da tarifa-base de 15%. Ele reforça que, mesmo após recuos parciais do governo americano em relação ao Brasil, mais da metade das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda estava sujeita à tarifa de 50%.

“Agora, a tarifa deve recuar para 15%, beneficiando principalmente a indústria de transformação, que tem um mercado americano relevante e ainda estava sujeita à alíquota mais elevada”, argumenta André Valério. Entretanto, ele ressalta que as tarifas declaradas ilegais são aquelas anunciadas no dia 2 de abril. As tarifas sobre aço e alumínio continuam em vigor e seguem afetando as exportações brasileiras para os EUA.

Como isso pode beneficiar o Brasil em 2026?
De modo geral, os analistas apontam que é difícil estimar os ganhos que o Brasil poderia ter em 2026. Isso porque outros fatores entram nos cálculos para se chegar a uma projeção realista, como atividade econômica, capacidade produtiva e volume de exportações. Por isso, os especialistas salientam que o número apresentado é apenas uma estimativa e pode não refletir o desempenho efetivo das vendas brasileiras aos Estados Unidos ao longo de 2026.

Carlos Pinto, diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), prevê algum impacto sobre a economia local, mesmo que a decisão não elimine as tarifas sobre aço e alumínio. “A flexibilização de parte relevante do tarifaço poderia, em tese, permitir uma recomposição de receitas externas entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de dólares ao ano, dependendo do desenho final das medidas a serem revistas”, afirma Pinto. Em 2025, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6%, o equivalente a 2,6 bilhões de dólares, após as tarifas impostas por Trump.

Andressa Gomes, coordenadora do MBA em Gestão Tributária, reforça que grandes empresas exportadoras de alimentos, bens industriais e celulose seriam positivamente impactadas caso o tarifaço de fato seja revertido. Todavia, ela pondera que a melhora pode não ser imediata. “Em um mercado globalizado, os efeitos concretos não são corrigidos ou minimizados de forma automática após uma decisão da Suprema Corte dos EUA”, explica. Com informações da Revista Veja.

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Exportações brasileiras devem crescer com o fim do “tarifaço” de Trump
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