Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 19 de janeiro de 2026
Entre os portugueses residentes no Brasil, a eleição presidencial portuguesa foi marcada por uma vitória expressiva da extrema-direita. André Ventura, fundador e principal nome do Chega, liderou a votação nos consulados brasileiros com 48,81% dos votos, desempenho muito superior ao registrado por ele no resultado geral em Portugal.
O segundo colocado entre os eleitores no Brasil foi o socialista António José Seguro, com 21,9%, menos da metade do percentual obtido por Ventura. Na sequência, apareceu Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD, enquanto outros candidatos tiveram desempenho bem mais modesto: João Cotrim Figueiredo somou 7,45%, Henrique Gouveia e Melo, 4,03%, e Catarina Martins, 2,38%.
O contraste com a votação em Portugal é significativo. No resultado nacional, Ventura ficou em segundo lugar, com 23,52%, atrás de Seguro, que liderou com 31,11%. Já no eleitorado português no Brasil, o candidato da extrema-direita praticamente dobrou seu percentual e venceu com ampla margem, evidenciando um perfil político distinto entre os eleitores no exterior.
Ao todo, 10 consulados portugueses no Brasil participaram da votação. Apesar do número elevado de eleitores aptos — 303.670 inscritos —, apenas 5.647 compareceram às urnas, indicando baixa participação, mas um voto altamente concentrado em Ventura. Na prática, quase metade dos votos válidos foi destinada ao candidato do Chega.
O ultradireitista venceu em 9 das 10 capitais onde os eleitores portugueses podiam votar: São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador. Ventura só perdeu, e para o rival socialista, em Porto Alegre.
Uma das principais plataformas de Ventura é o combate à corrupção, ao crime e à imigração. O candidato do Chega mira a Presidência para alterar radicalmente a Constituição portuguesa.
O resultado reforça a força do discurso da extrema-direita entre portugueses que vivem no Brasil, especialmente em pautas ligadas a imigração, identidade nacional e críticas às elites políticas tradicionais.
Portugal adota um modelo de governo semipresidencialista. O presidente da República é o chefe de Estado e exerce funções majoritariamente cerimoniais. O comando do governo cabe ao primeiro-ministro, que lidera o Executivo.
Em momentos de crise política, no entanto, o presidente passa a ter maior relevância institucional. Ele comanda as Forças Armadas e pode dissolver o Parlamento. Também tem poder para destituir o governo e convocar novas eleições. Com informações do g1, Folha de S. Paulo e InfoMoney.