Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2024

Home em foco Extremistas foram identificados e serão contidos na posse de Lula

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O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que as ações recentes da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) contra manifestantes golpistas devem “servir de registro para o momento da posse”. Dino frisou ainda que a cerimônia terá “plena preservação da ordem pública e da integridade física dos participantes”.

“Representações têm sido feitas pelo delegado Andrei [Passos] a vários órgaos, à própria PF e, sobretudo, ao STF. Em razão dessas representações, têm ocorrido decisões judiciais que têm sido cumpridas, como é público e notório”, declarou Dino em coletiva de imprensa. A afirmação foi dada após o ex-governador do Maranhão ser questionado sobre o andamento das operações contra os envolvidos em atos antidemocráticos pelo país, incluindo as cenas de terrorismo perpretadas na capital federal na última segunda-feira (12).

Operação

A Polícia Federal deflagrou uma operação, por determinação do STF, contra bolsonaristas radicais. Foram 103 mandados de busca e apreensão cumpridos, em oito estados e no Distrito Federal. Também foram apreendidas armas.

Segundo Dino, dezenas de envolvidos nos ataques, que envolveram a queima de carros e ônibus, foram identificados. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também atua no caso, realizando inquéritos. “Nós distinguimos muito claramente o que é liberdade de expressão, protegida pela Constituição, daquilo que se refere, na verdade, ao cometimento de crimes. E isto deve servir inclusive de registro para o momento da posse”, alertou.

Aliados do presidente eleito estão convencidos de que os atos de depredação em Brasília, com ônibus e carros incendiados, barricadas e botijões de gás na rua, foram financiados por empresários. Alguns deles são investigados no inquérito das milícias digitais, conduzido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Posse

Sobre a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 1º de janeiro, o futuro ministro garantiu que a segurança planejada pela PF e pelo Governo do Distrito Federal — com participação, inclusive, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) — manterá a ordem durante as solenidades oficiais e durante os shows programados para a Esplanada.

“Se alguém quiser exercer a sua liberdade de expressão de dizer que não gosta do momento da posse, obviamente tem todo o direito de fazê-lo. Mas não, definitivamente não (tem o direito) de tentar destruir, depredar, invadir, praticar atos terroristas ou ameaçar a integridade física do presidente da República”, declarou Dino. “O que nós vimos na segunda é relevador da atitude que nós teremos. Uma atitude tão absolutamente democrática que ela preserva a própria democracia em relação àqueles que querem destruí-la”, completou.

Dino, afirmou ainda que há uma “situação anômala” no País, na qual instalações militares estão “sitiadas” por um acampamento. “Não me recordo que isso tenha sido tolerado no passado pelas Forças Armadas”, comentou. Apesar do clima tenso, Dino garantiu aos participantes do gabinete de transição que a posse de Lula ocorrerá, sem choro nem vela. “O presidente ‘sainte’ vai sair e o presidente ‘entrante’ vai entrar em 1.º de janeiro”, resumiu.

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