Quarta-feira, 22 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 21 de julho de 2026
A família do jornalista Renato Machado publicou uma nota nas redes sociais agradecendo o carinho do público após a morte do comunicador. A mensagem, que foi compartilhada na conta do ex-apresentador do “Bom dia Brasil”, ainda lamenta a perda e informa que o perfil dele seguirá ativo no Instagram.
“Queridos amigos, agradecemos todas as lindas homenagens em memória do nosso já saudoso Renato. Diante do inevitável vazio, é um verdadeiro acalento saber que, por onde passou, ele marcou a vida das pessoas com seu timbre inigualável, sua elegância e sua generosidade ímpares. Este espaço seguirá ativo como forma de preservar seu legado, sua memória e suas histórias saborosas. Um brinde à vida e às boas histórias”, diz a nota assinada pela família e equipe do jornalista.
O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, morreu na última quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Referência no telejornalismo brasileiro, Renato acompanhou alguns dos principais eventos da história recente. Relembre algumas de suas coberturas mais marcantes:
Guerra das Malvinas e conflitos na América Central
Em 1982, ele participou da cobertura da Guerra das Malvinas. Experiente em assuntos internacionais, fluente em inglês e francês, o jornalista participou da cobertura trabalhando do Rio de Janeiro e da Argentina.
Renato Machado também foi enviado a diversos países para reportagens especiais. Em 1983, viajou à América Central para uma série de matérias do “Globo Repórter”, em meio aos conflitos que marcavam a região. “Viajamos sem planejamento, a pauta foi se desenvolvendo na hora. Uma das nossas paradas era Manágua, capital da Nicarágua”, recordou ao Memória Globo. Durante essa viagem, ele conseguiu uma entrevista exclusiva com o então guerrilheiro, e depois presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.
Em 1985, ele foi à Normandia acompanhar as comemorações em homenagem aos 40 anos do Dia D. Renato Machado gravou junto a casamatas alemãs e viu os cemitérios de ex-combatentes com “cruzes brancas a perder de vista”.
Acidente em Chernobyl e queda de Alfredo Stroessner
Um ano depois, ele cobriu de Upsala, na Suécia, os desdobramentos do acidente na usina nuclear de Chernobyl. “Fomos à margem de uma grande lagoa gravar uma passagem e só ali eu me dei conta de que estava correndo perigo”. No mesmo ano, ele foi enviado a Paris para cobrir atentados terroristas realizados por membros do Hezbollah, grupo fundamentalista islâmico.
Depois do período como correspondente internacional, Renato Machado voltou ao Brasil e participou de coberturas importantes, como a queda do general Alfredo Stroessner, no Paraguai (1989). Em 1990, Renato deu um furo de reportagem, quando estava em Tel-Aviv para cobrir um concerto de música clássica, e, inesperadamente, Saddam Hussein bombardeou a cidade.
Acompanhou o impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992, e a comoção nacional pela morte do piloto Ayrton Senna, em 1994. Com informações dos portais Extra e G1.