Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de setembro de 2026
O rei Charles queria que todos os olhares estivessem voltados para a inteligência artificial, enquanto se preparava para sediar uma grande cúpula para discutir a controversa tecnologia.
Mas esses planos foram frustrados depois que um novo escândalo envolvendo a família real estampou as capas dos jornais poucas horas antes do início do encontro de quinta-feira (17), ameaçando ofuscar a reunião sobre tecnologia e mergulhando a família em uma nova crise.
“Surto surpreendente de Charles dias após a morte de Diana”, dizia a manchete do Daily Mail, enquanto o Daily Telegraph estampava: “Palácio reage ao irmão de Diana”.
O Palácio de Buckingham divulgou uma rara resposta na quarta-feira (16), depois que Charles Spencer, irmão da falecida princesa Diana, afirmou que o então príncipe de Gales havia dito a ele, dias após a morte dela, que “logo vamos esquecê-la”, segundo um trecho publicado pelo Daily Mail de seu próximo livro.
Spencer afirma que Charles iniciou uma “onda de raiva” durante uma conversa telefônica após a morte de Diana, depois que Spencer argumentou que sua irmã não gostaria que William e Harry participassem do cortejo fúnebre.
Novas declarações publicadas nesta quinta-feira em outro trecho divulgado pelo Daily Mail afirmam que Charles “parecia eufórico — como um ganhador de loteria” ao falar com Spencer na noite da morte de Diana.
A princesa de Gales morreu em agosto de 1997, após sofrer ferimentos internos provocados por um acidente de carro em alta velocidade em Paris. Seus filhos, que tinham 15 e 12 anos na época, participaram do cortejo fúnebre dias depois ao lado de Charles, de quem Diana era divorciada.
As memórias de Spencer relembram um período particularmente delicado para a família real.
Conhecida como a “Princesa do Povo”, Diana era uma figura querida no Reino Unido e em todo o mundo. Sua morte prematura, aos 36 anos, chocou o país. A reação inicial da família real à morte foi criticada por ser excessivamente fechada, desencadeando uma crise constitucional e uma forte reação negativa da opinião pública.
Em resposta às memórias, o Palácio de Buckingham questionou o julgamento pessoal de Spencer após a morte de Diana — uma intervenção incomum, até mesmo nas palavras do próprio palácio, e que demonstra a dimensão da crise aos olhos da “firma”, como a família real é às vezes chamada.
“Embora não comentemos livros como questão de princípio, Sua Majestade está ciente de que a dor do luto entre irmãos pode obscurecer a razão, afetar o julgamento e influenciar a memória de maneiras que outras pessoas não reconhecem, mesmo muitos anos após uma perda tão grande”, afirmou um porta-voz do palácio.
Para alguns observadores da família real, a resposta da “firma” lembrou a repreensão feita pela falecida rainha Elizabeth II em 2021 a várias alegações feitas pelo duque e pela duquesa de Sussex, depois que o casal deixou o Reino Unido rumo à América do Norte após se afastar das funções reais.
“As lembranças podem variar”, disse a rainha na época.
Trechos do livro também detalham a percepção de Spencer sobre o relacionamento infeliz de sua irmã com Charles, incluindo a alegação de que ela encontrou uma pulseira que seu então noivo havia comprado para Camilla e, posteriormente, tentou romper o noivado. O livro também afirma que Charles a chamou de “gordinha” logo após o noivado, comentário que Diana, que sofria de um transtorno alimentar, considerou “devastador”. Muitas dessas histórias já foram relatadas anteriormente por diferentes biógrafos e veículos de comunicação. O palácio disse à CNN que não tinha mais nada a acrescentar à declaração anterior. Com informações do portal CNN.