Sábado, 30 de Agosto de 2025

Home Economia Federação das Indústrias do RS avalia que a Lei da Reciprocidade não é a melhor estratégia contra o tarifaço dos EUA

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A Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) afirmou que a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica não é a melhor estratégia a ser adotada, neste momento, com relação ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

Desde o anúncio da taxa de 50% sobre produtos brasileiros vendidos aos norte-americanos, a entidade tem ressaltado a negociação como melhor opção para superar o impasse comercial.

Na avaliação do presidente da Fiergs, Claudio Bier, a adoção de medidas de retaliação pode levar a outras restrições por parte do governo do presidente Donald Trump, provocando uma escalada da crise. “Há o risco de gerar ainda mais prejuízo para as indústrias, inclusive, aquelas que dependem de insumos importados dos Estados Unidos. Por isso, é fundamental que o Brasil priorize o diálogo para proteger a competitividade das nossas exportações”, disse Bier.

Na quinta-feira (28), o governo federal iniciou o processo que pode levar à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A avaliação de diplomatas brasileiros é de que a medida é uma forma de abrir um caminho de diálogo com os norte-americanos, que têm evitado negociações sobre o tema.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) também reforçou a defesa do uso de instrumentos de negociação. Nesse sentido, uma comitiva liderada pela CNI com mais de 100 líderes de associações e empresários industriais desembarcará nos próximos dias em Washington para uma série de compromissos com empresários e representantes do Poder Público dos EUA.

Como representante do setor industrial brasileiro, a CNI formalizou uma manifestação em defesa do Brasil, argumentando que o País não adota práticas injustificáveis, discriminatórias ou restritivas ao comércio bilateral.

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