Sexta-feira, 01 de Julho de 2022

Home em foco Fenômeno do tênis de apenas 19 anos, Carlos Alcaraz tenta repetir feito de Nadal

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A chave principal de Roland Garros começa neste domingo (22) com grandes histórias para contar, especialmente para o fenômeno espanhol Carlos Alcaraz. Ele disputa o primeiro grand slam desde que chegou ao top 10 do mundo. Cercado de expectativas, o jovem de 19 anos tenta o primeiro título desse patamar, que repetiria um feito do ídolo Rafael Nadal, também campeão em Paris antes dos 20.

Assim como é para Carlitos em 2022, em 2005, Nadal chegava em Paris como uma jovem promessa espanhola recém-chegada ao top 5 do mundo e saiu com a taça debaixo do braço, com direito a vitória sobre Roger Federer, líder do ranking à época, na semifinal por 3 sets a 1.

A trajetória dos dois, inclusive, é recheada de coincidências. O Touro Miúra chegou em Roland Garros em 2005 com um título de ATP 500 no Brasil, na Costa do Sauípe, um em Barcelona, um em Acapulco e duas taças de Masters 1000, em Roma e Monte Carlo, na quinta posição do ranking.

Carlos Alcaraz chega à capital francesa como campeão do Rio Open (o ATP 500 brasileiro), de Barcelona e com dois Masters 1000 em Miami e Madri, em sexto lugar na lista da ATP. Se em termos de títulos totais o Carlitos é o melhor tenista homem na temporada, nos principais torneios ainda não passou perto de ser campeão.

A melhor campanha da carreira foi em 2021, em que chegou até as quartas de final do US Open e teve que desistir no meio do confronto com Felix Auger-Aliassime. Na Austrália, em janeiro, foi até a terceira rodada, em que encarou Matteo Berrettini, à época número 6 do mundo. O italiano levou a melhor, mas em um jogo muito duro de cinco sets.

Diferentemente do ídolo, Alcaraz não é um especialista no saibro. O murciano já falou em entrevistas que prefere jogar nas quadras duras, mas o desempenho na temporada de saibro mostra que é sim muito possível que ele saia como campeão. Nas casas de aposta, Carlitos é um dos principais favoritos ao título, junto com Novak Djokovic, Rafael Nadal e Stefanos Tsitsipas.

Neste sábado (21), o treino de Alcaraz reuniu uma multidão no complexo de Roland Garros. O espanhol estreia neste domingo, contra o argentino Juan Londero, em jogo previsto para as 10h30 (de Brasília-DF).

Disputa pelo topo 

Nem só de Alcaraz vive Roland Garros em 2022. O torneio pode ser também o começo de uma mudança no topo do ranking da ATP. Djokovic chega como número 1 do mundo e vai manter esse posto ao menos até o dia 12 de junho, isso porque os pontos do torneio francês de 2021, em que o sérvio foi campeão, seguem no somatório até este dia.

Porém isso pode mudar a partir do dia 13. Daniil Medvedev, segundo colocado, tem apenas 360 pontos referentes às quartas em 2021 para perder até lá, enquanto Djoko tem 2250. O atual líder do ranking defende os títulos de Roland Garros e do ATP 250 de Belgrado no ano passado.

Sendo assim, a projeção de momento é que o russo tenha 1210 pontos a mais que o sérvio daqui a um mês. Para se manter como número um do mundo, Nole precisar ser campeão no saibro parisiense novamente e torcer para que o russo não chegue na decisão.

Se Medvedev chegar até a final em Paris, nada que Djokovic fizer vai evitar que o russo seja o número um. Quem também pode terminar o torneio no topo do mundo é o alemão Alexander Zverev. Para isso, Sascha precisa ser campeão e que Daniil não chegue até a final.

Domínio polonês

Se no masculino a disputa está em aberta, no feminino Iga Swiatek coloca o domínio à prova na França. A polonesa, que é a número um do ranking da WTA, volta ao palco onde conquistou o único título de grand slam da carreira, em 2020.

Aos 20 anos, Swiatek tem larga vantagem na liderança da lista da WTA, mais de 2000 sobre Barbora Krejcikova, da República Tcheca. Iga participou de quatro dos cinco WTA 1000 da temporada e conquistou todos eles. São 28 vitórias consecutivas para a polonesa na temporada.

A polonesa perderá 430 pontos até o dia 13 de junho. Em caso de título, irá a 8631. Enquanto Krejcikova, atualmente com 4911, tem 2.280 pontos a perder até a data. Swiatek além de já ter o topo garantido quer seguir o bom momento para ampliar o número de taças dos principais torneios na carreira.

Iga completará 21 anos durante a competição na França e mostra maturidade impressionante em quadra para uma atleta tão jovem. Se seguir evoluindo pode dominar o circuito pelos próximos anos.

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