Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 24 de fevereiro de 2026
Entre os cinco filhos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o caçula Barron é o que menos aparece em eventos públicos do pai. Ainda assim, mesmo que discreto, o jovem de 19 anos já segue os caminhos empreendedores da família e acumula fortuna de US$ 150 milhões (cerca de R$ 800 bilhões, na cotação atual).
Nascido em 2006, Barron é filho da terceira esposa de Trump e atual primeira-dama americana, Melania, e está no segundo ano da Escola de Negócios Stern da Universidade de Nova York. Ele é apontado como um dos responsáveis por ajudar o pai a conquistar eleitores mais jovens e The apresentar o mundo das criptomoedas.
Origem
Em 2024, dois meses antes das eleições americanas, Barron fundou com seu pai e seus irmãos mais velhos Eric e Don Jr., a World Liberty Financial, uma empresa de criptomoedas. Segundo declarações financeiras apresentadas por Trump, 70% da companhia pertence ao presidente e os 30% restantes seriam divididos entre os irmãos.
Atualmente, a World Liberty vale cerca de US$ 1,5 bilhão, segundo estimativas da Forbes. Assim, ao menos US$ 150 milhões pertencem a Barron.
Com a vitória de Trump nas eleições, a World Liberty ganhou popularidade. O empreendedor de criptomoedas e bilionário Justin Sun, que estava sob investigação da Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, na sigla em inglês), anunciou que estava investindo US$ 75 milhões no projeto. Isso impulsionou a empresa que, em agosto, já havia vendido cerca de US$ 675 milhões em tokens.
Além disso, a empresa que detém as participações da família Trump na World Liberty, a DT Marks Defi, recebeu um total de 22,5 bilhões de tokens criptográficos, denominados $WLFI, em setembro de 2024. Em troca de promoção e da permissão para que o projeto usasse o nome de Trump, a empresa também recebeu 75% da receita da World Liberty após os primeiros US$ 15 milhões em lucros.
Negócios secundários
Em março do ano passado, a World Liberty anunciou o lançamento de uma stablecoin chamada USD1, atrelada ao dólar americano. O valor de mercado da moeda gira em torno de US$ 2,6 bilhões, o que sugere que o negócio por trás dela vale cerca de US$ 880 milhões. Uma entidade da família Trump tem supostamente 38% desse empreendimento.
Já em agosto, a World Liberty fechou um acordo com uma empresa de saúde de capital aberto chamada Alt5 Sigma, que buscava se tornar uma empresa de tesouraria de criptomoedas. A Alt5 usou uma grande parte que havia levantado para comprar US$ 717 milhões em tokens da World Liberty Financial, encaminhando mais de US$ 500 milhões para a empresa da família Trump. (As informações são do Valor Econômico)