Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de janeiro de 2026
Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (5) que seu pai foi “sequestrado” pelos Estados Unidos e pediu “solidariedade internacional” para que ele possa retornar ao país sul-americano.
Nicolás fez as declarações durante a sessão de instalação da Assembleia Nacional da Venezuela, realizada dois dias após Maduro e sua esposa, Cilia Flores, terem sido capturados em uma operação militar dos EUA em Caracas.
Em seu discurso, Nicolás disse que a operação violou a soberania da Venezuela e alertou que o mesmo poderia ocorrer em outro país.
“Se normalizarmos o sequestro de um chefe de Estado, nenhum país estará seguro. Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser qualquer nação que se recuse a se submeter. Este não é um problema regional, é uma ameaça direta à estabilidade global, à humanidade e à igualdade soberana entre as nações”, afirmou.
“Povos do mundo, digo a vocês: a solidariedade internacional com Nicolás, com Cilia, com a Venezuela não é um gesto político opcional, é um dever ético e legal. O silêncio diante dessas violações compromete aqueles que se calam e enfraquece o sistema internacional que todos dizem defender”, disse.
Maduro Guerra também mencionou sua inclusão na mais recente denúncia apresentada pelos Estados Unidos contra seu pai, Cilia Flores e outras pessoas, acusadas de tráfico de drogas e crimes relacionados a armas. Ele rejeitou as acusações. “Minha família e eu estamos sendo perseguidos”, declarou.
Entenda
A operação militar dos Estados Unidos no último sábado (3), resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. A ofensiva americana ocorreu após meses de tensão entre os dois países, com intensa mobilização de tropas no mar do caribe e ações contra barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.
A ofensiva começou logo na madrugada, com o emprego de mais de 150 aeronaves em coordenação, decolando de mais de 20 pontos, incluindo o porta-aviões nuclear USS Gerald Ford. Os Estados Unidos bombardearam alvos militares para abrir caminho para soldados de elite chegarem ao palácio presidencial. No local, em 47 segundos, Maduro foi capturado.
Maduro foi levado para julgamento em um Tribunal Federal em Nova York, onde responde por uma série de crimes. Em coletiva, Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país.
Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.
Sem Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o governo do país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse. (Com informações do portal de notícias CNN Brasil e da Rádio Itatiaia)