Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 4 de janeiro de 2026
Filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizaram as redes sociais no último sábado (3) para comentar a ação dos Estados Unidos na Venezuela. As publicações foram usadas para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atacar instituições brasileiras e sair em defesa direta ou indireta do ex-chefe do Executivo, que foi condenado e está preso no Brasil por liderar uma tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.
As manifestações ocorreram em meio à repercussão internacional sobre os acontecimentos na Venezuela e foram interpretadas como parte da estratégia de comunicação do bolsonarismo para associar adversários políticos a regimes autoritários da América Latina. Em tom semelhante, os filhos de Bolsonaro reforçaram narrativas recorrentes do grupo político, como alegações de perseguição política e questionamentos ao sistema eleitoral brasileiro.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que deve disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina nas eleições de outubro, utilizou o episódio envolvendo o ditador Nicolás Maduro para sustentar o argumento de “perseguição ideológica”. Segundo ele, o fenômeno não se restringiria à Venezuela. “Esse modelo não se limita à Venezuela: ele se espalha por rotas que cruzam a Colômbia, a América Central, o Caribe e alcançam o Brasil, sempre protegido por discursos políticos que tentam deslegitimar qualquer questionamento rotulando-o como ‘perseguição ideológica’”, escreveu.
Na mesma publicação, Carlos ampliou a comparação ao citar o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Nesse contexto, o atentado e a perseguição contra Jair Bolsonaro em 2018 — e os fatos que se seguiram — não podem ser tratados como episódios isolados ou meramente individuais”, afirmou, em referência ao ataque sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial e aos desdobramentos judiciais posteriores.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também utilizou as redes para criticar o governo federal e voltou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro. Em sua postagem, ele mencionou “eleições fraudadas”, em mais um ataque indireto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instituição que se tornou alvo frequente de críticas por parte de bolsonaristas após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu o senador.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal cassado e que atualmente reside nos Estados Unidos, também comentou o episódio. Para ele, o “regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo”. Em tom de comemoração, afirmou: “Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade!”. (Com informações da Folha de S.Paulo)