Domingo, 11 de Janeiro de 2026

Home Cinema Filmes brasileiros: “O Agente Secreto” chega mais forte que “Ainda Estou Aqui” ao Globo de Ouro neste domingo

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O filme brasileiro “O Agente Secreto” concorre ao Globo de Ouro neste domingo (11) já tendo mais de 50 prêmios nacionais e internacionais no currículo. Até agora, o longa-metragem já conquistou 54 troféus em 35 premiações, incluindo Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Cannes, e chega à premiação americana com uma campanha numericamente mais robusta do que a de “Ainda Estou Aqui” no ano passado.

Em 4 de janeiro de 2025, véspera do Globo de Ouro, o filme de Walter Salles havia vencido 17 prêmios em 12 festivais e premiações, no Brasil e no exterior.

O desempenho quantitativo ajuda a entender uma parte da força da campanha atual. “Ainda Estou Aqui” ganhou fôlego após a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz – Drama. O filme encerrou a temporada com 70 prêmios em 42 festivais.

Mas, àquela altura, o filme tinha apenas quatro meses de carreira: havia estreado no Festival de Veneza, em setembro de 2024, onde venceu o prêmio de Melhor Roteiro. A partir dali, construiu forte reconhecimento principalmente em festivais ibero-americanos.

Já “O Agente Secreto” estreou mundialmente em maio de 2025, no Festival de Cannes, e chega ao Globo de Ouro com oito meses de circulação internacional, o que amplia sua presença em festivais, premiações e campanhas de divulgação.

Desde que estreou em Cannes, o filme de Kleber Mendonça Filho vem acumulando reconhecimento de importantes associações de críticos norte-americanos, como o New York Film Critics Circle, a Los Angeles Film Critics Association e o National Board of Review.

As indicações deste ano no Globo de Ouro já são históricas. É a primeira vez que um filme brasileiro concorre em três categorias no Globo de Ouro: Melhor Filme – Drama, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme – Drama.

Também é a primeira indicação do país na principal categoria da premiação. Em edições anteriores, produções brasileiras haviam sido lembradas apenas na disputa de Melhor Filme em Língua Não Inglesa.

Wagner Moura também se tornou o primeiro brasileiro indicado a Melhor Ator em Filme – Drama.

No ano passado, “Ainda Estou Aqui” concorreu ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, mas perdeu para “Emilia Pérez”. A vitória de Fernanda Torres, no entanto, impulsionou a campanha internacional do longa, que meses depois conquistaria o inédito Oscar de Melhor Filme Internacional para o Brasil.

Premiações

Além dos prêmios tradicionais, “O Agente Secreto” também tem acumulado honrarias e menções divertidas e inusitadas.

Na quinta-feira (8), a gata Carminha recebeu o troféu Golden Beast (“Bicho de Ouro”, em tradução livre), em reconhecimento às atuações das personagens Liza e Elis. O prêmio foi concedido pelo New York Film Festival, criado em 1963 e dedicado à celebração de filmes de destaque mundial.

Já o jornal americano The New York Times destacou a atuação da atriz Tânia Maria como uma das melhores de 2025, descrevendo-a como provavelmente a “melhor atuação com cigarro” do ano.

Embora as comparações entre os dois filmes brasileiros sejam inevitáveis, Dora Amorim, produtora executiva de “O Agente Secreto”, ressalta que cada obra percorre um caminho próprio.

“Cada filme tem a sua trajetória, o seu DNA. Mas é impossível não pensar nos dois juntos, porque no ano passado ‘Ainda Estou Aqui’ fez uma trajetória histórica, e agora estamos vivendo algo semelhante com outro filme”, afirmou.

Amorim destaca ainda o impacto simbólico de ver um filme falado em português disputar espaço em premiações tradicionalmente dominadas por Hollywood.

“A gente cresceu assistindo a esses prêmios pela televisão. Ver um filme brasileiro ocupar esse espaço e as pessoas comentarem a atuação do Wagner é algo incrível para o reconhecimento da nossa cultura e do cinema como indústria.”

Forte campanha

A produtora explica que o desempenho internacional do filme também está ligado à estratégia de distribuição nos Estados Unidos. No país, o filme foi lançado pela Neon, distribuidora independente responsável por títulos como “Parasita” e ‘Anora”, vencedores do Oscar.

“O filme estreou em novembro, ao mesmo tempo no Brasil e nos Estados Unidos, e está indo muito bem lá fora. Hoje temos três pessoas da equipe em Los Angeles participando de encontros e sabatinas com membros da Academia”, diz.

Para Amorim, as próximas semanas são decisivas para o futuro do filme, principalmente em relação ao Oscar, considerada a principal premiação do cinema. As informações são do g1.

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