Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 28 de setembro de 2026
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) atendeu a um pedido do Ministério do Esporte e intermediou o convite para uma reunião com clubes das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e federações estaduais.
A entidade máxima do futebol brasileiro ainda avalia se enviará algum representante. Clubes também ponderam se vale marcar presença. Segundo o blog apurou, alguns temem que sejam usados eleitoralmente depois da proibição das bets via Medida Provisória.
O chamado para reunião consta em ofício enviado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, ao presidente da CBF, Samir Xaud. No documento, o ministério solicita que a entidade faça a mobilização e o convite aos clubes e às federações para um encontro marcado para terça-feira (29), às 15h, no gabinete do Ministério do Esporte, em Brasília.
Segundo o ofício, a reunião terá como tema central o “fortalecimento dos clubes e do futebol brasileiro”, com o objetivo de discutir iniciativas conjuntas voltadas ao desenvolvimento do futebol nacional. O ministério também destaca no documento a relevância da CBF na articulação e representação do futebol brasileiro e pede a colaboração da entidade para garantir uma participação ampla no encontro.
Medidas em vista
O governo deve ouvir as demandas dos clubes e avaliar alternativas para reduzir impactos e possíveis prejuízos decorrentes do fim dos acordos com as casas de apostas esportivas. Eventuais medidas de apoio serão avaliadas posteriormente.
A decisão do governo provocou reação entre os clubes. Empresas de apostas on-line já notificaram equipes sobre a possibilidade de rompimento de contratos de patrocínio, o que levou dirigentes a alertar para dificuldades em honrar compromissos financeiros nos próximos meses.
Dos 20 times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, 14 têm contratos de patrocínio master com casas de apostas. O mercado movimentará cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026, mesmo patamar da última temporada.
Em 2024, 18 dos 20 times da primeira divisão tinham marcas do segmento estampadas nos uniformes, em um mercado que movimentou cerca de R$ 523 milhões naquele ano. Além disso, as bets passaram a ocupar os naming rights dos principais campeonatos nacionais.
Por outro lado, levantamento do jornal O Globo mostra que nenhum contrato envolvendo bets representa mais do que 13% de algum orçamento de participante do campeonato. E os clubes da Série A têm apenas cerca de 7% das receitas oriundas de patrocínio de bets.