Sábado, 14 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 13 de fevereiro de 2026
Conselheiros da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dizem que ele não pretende aproveitar a crise envolvendo o ministro Dias Toffoli para fazer ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Há duas razões para isso: abrir essa frente traria memórias do governo do pai e ofuscaria o bom momento da candidatura, que encostou em Lula nas pesquisas.
Além disso, Toffoli, ex-petista, é muito mais identificado com o presidente, que o nomeou. O desgaste do episódio, assim, ficaria muito mais na conta do atual ocupante do Palácio do Planalto.
Senado
O senador afirmou que a mulher de seu pai, Michelle Bolsonaro (PL), é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. A declaração foi dada ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Na mesma entrevista, o parlamentar que é pré-candidato à Presidência, disse que seu irmão Renan Bolsonaro, que é vereador em Balneário Camboriú.
“Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa, então o Carlos (Bolsonaro) é pré-candidato a senador lá em Santa Catarina, o Renan (Bolsonaro) é pré-candidato a deputado federal também em Santa Catarina (…). A Michelle (Bolsonaro), ao que tudo indica, também é pré-candidata a senadora no Distrito Federal, então acho que vai ficar mais ou menos cada um me ajudando dentro da sua”, disse.
De acordo com Flávio, o único familiar que não vai disputar a eleição será deu irmão Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. O pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está inelegível e preso após ser condenado no Supremo Tribunal Federal pela trama golpista.
Pesquisa
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quarta (11) apontou uma redução na vantagem de intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o senador, em um indicativo de mais uma corrida polarizada ao Palácio do Planalto neste ano. O levantamento, o primeiro divulgado pela Quaest desde a tentativa da oposição de aglutinar uma espécie de “terceira via” no PSD, mostra que o espaço ainda é estreito para alternativas a Lula e Bolsonaro.
Os governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e de Goiás, Ronaldo Caiado, recém-filiado à mesma sigla, pioraram seus desempenhos contra o petista e o senador do PL, em comparação à pesquisa de janeiro; os representantes do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e de Minas, Romeu Zema (Novo), ficaram estagnados.
Segundo a pesquisa, em um eventual segundo turno na disputa presidencial, Lula aparece agora com 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio, uma diferença de cinco pontos. Em dezembro, a vantagem do petista era de dez pontos: 46% a 36%. (Com informações da Folha de S.Paulo e do jornal O Globo)