Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de setembro de 2026
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, no último sábado (19), durante um comício em Chapecó (SC), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deseja implementar o comunismo no país.
Acompanhado do governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL-SC) e dos candidatos ao Senado Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Carol De Toni (PL-SC), Flávio declarou que Lula se tornou “um perigo para o Brasil” e que apresenta um “completo desequilíbrio”.
“Ele voltou a ser aquele Lula da década de 90, um sindicalista que fala bobagem todo dia, aquela pessoa com ideias velhas, ideias atrasadas, que está com a fixação por implementar o regime no Brasil. Não o regime das canetinhas, mas o regime comunista. Um regime ditatorial”, afirmou.
Como justificativa para as críticas, Flávio citou declarações feitas por Lula, que também realizou um comício em Santa Catarina no mesmo dia, sobre o agronegócio: “Hoje, ele tava aqui em Santa Catarina ameaçando quem produz, que é o nosso agro, dizendo que o agro deveria se ajoelhar aos seus pés. Uma pessoa que já havia dito que Santa Catarina é composta por nazistas. (…) O Lula não tem mais condições psiquiátricas de continuar presidente do Brasil”.
Flávio citou também posicionamentos recentes de Lula em relação à Igreja Católica, classificando-os como um “perigo” à liberdade religiosa. O senador, que se declarou evangélico e cristão, afirmou que, se eleito, não interferirá no discurso de padres ou pastores. “A partir do ano que vem, eles terão um presidente que não vai querer dizer o que um padre ou um pastor pode ou não pode falar no púlpito de sua igreja para os seus fiéis”, completou.
Flávio Bolsonaro também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar “comprar o voto dos mais pobres” com o reajuste do Bolsa Família e classificou a medida como um “ato de desespero” na reta final da eleição. Durante comício em Joinville (SC), o presidenciável questionou o momento escolhido pelo governo para elevar o benefício e afirmou que Lula poderia ter adotado a medida nos três primeiros anos do mandato.
“O desespero do sistema bateu de vez. O Lula fez uma confissão há dois dias, quando, num ato de desespero, ele aumentou o Bolsa Família. Ele deu a prova de que ele não pensa no povo brasileiro, de que ele pensa só nele”, afirmou Flávio.
O governo anunciou na quinta-feira o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, elevando o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a ser pago em outubro. O governo sustenta que a medida corresponde à recomposição da inflação acumulada desde 2023 e não altera os critérios para recebimento do programa. As informações são do site Poder360 e do jornal O Globo.