Quinta-feira, 19 de Maio de 2022

Home Você viu? Freddie Figgers, o inventor milionário que foi jogado no lixo quando era bebê

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Freddie Figgers ganhou seu primeiro computador aos nove anos. Era antigo e não funcionava, mas foi o início de uma história de amor com a tecnologia que o transformou em um inventor, empresário e milionário das telecomunicações — um futuro que poucos teriam previsto após seu conturbado início de vida.

Aos oito anos, ele perguntou ao pai, Nathan, sobre as circunstâncias de seu nascimento, e a resposta foi inesquecível.

“Ele disse: ‘Presta atenção, vou ser direto com você, Fred. Sua mãe biológica, ela jogou você fora, e eu e Betty Mae não queríamos mandar você para um orfanato, nós te adotamos, e você é meu filho’.”

Freddie foi encontrado quando era recém-nascido abandonado próximo a um grande contêiner de lixo na zona rural da Flórida.

Nathan Figgers era um funcionário de manutenção e faz-tudo e Betty Mae Figgers, uma trabalhadora agrícola. Eles viviam em Quincy, uma comunidade rural de cerca de 8 mil pessoas no norte da Flórida, e tinham cerca de 50 anos quando Freddie nasceu em 1989.

Nos fins de semana, Freddie e Nathan faziam uma ronda de carro pelas lixeiras — procurando coisas úteis que haviam sido jogadas fora por seus donos. Freddie estava particularmente de olho em um computador.

“E eu sempre fui fascinado por computadores. Sempre quis um computador Gateway, mas naquela época não podíamos comprar um.”

Quando Freddie tinha nove anos, eles foram a uma loja de artigos usados ​, onde encontraram um computador Macintosh quebrado.

“Quando cheguei em casa e não funcionava, desmontei o computador”, conta Freddie.

Após cerca de 50 tentativas, diz ele, o computador finalmente ligou — e neste momento Freddie diz que sabia que queria passar a vida trabalhando com tecnologia.

Ele tinha 12 anos quando suas habilidades foram notadas por outras pessoas. Em uma atividade extracurricular, enquanto outras crianças brincavam no parquinho, Freddie começou a trabalhar consertando computadores quebrados no laboratório de informática da escola.

A diretora do programa extracurricular era a prefeita de Quincy, e quando ela viu que Freddie estava trazendo computadores quebrados de volta à vida, pediu a ele que fosse à prefeitura com os pais.

A partir de então, Freddie passava um tempo todos os dias depois da escola consertando esta pilha de computadores por US$ 12 a hora.

Alguns anos depois, surgiu uma oportunidade para codificação. Quincy precisava de um sistema para verificar os medidores de pressão da água da cidade, e uma empresa havia cobrado US$ 600 mil para desenvolver um programa de computador.

Foi uma virada crucial na vida de Freddie. Ele tinha apenas 15 anos, e decidiu deixar a escola para abrir seu próprio negócio de computação — para desgosto dos pais.

O negócio de Freddie estava indo de vento em popa, quando, alguns anos depois, Nathan começou rapidamente a desenvolver Alzheimer.

Em uma manhã, Nathan havia desaparecido. Às vezes, ele se esquecia de se vestir completamente antes de sair, embora sempre calçasse os sapatos.

Isso levou à primeira invenção lucrativa de Freddie.

“Peguei os sapatos do meu pai, cortei a sola do sapato, construí uma placa de circuito e coloquei dentro do sapato com um alto-falante de 90 megahertz, um microfone e uma placa de rede de longa distância”, diz Freddie.

“Meu pai poderia de fato ficar vagando por aí, e eu poderia apertar um botão no meu laptop e dizer: ‘Ei, pai, onde você está?’ (Minha voz) saía pelo alto-falante em seu sapato, e ele dizia: ‘Fred, não sei onde estou!’”

Freddie poderia então rastrear o paradeiro do pai por meio do GPS e ir buscá-lo. Ele conta que teve que fazer isso cerca de oito vezes. Ele tinha 24 anos quando Nathan morreu, aos 81 anos, em janeiro de 2014.

Àquela altura, Freddie tinha inventado outro dispositivo inteligente, também inspirado em uma experiência pessoal — desta vez, uma visita à Geórgia quando ele tinha oito anos, para visitar o tio da mãe, que estava morto em decorrência da diabetes.

“Quando você pensa em alguém com diabetes, quando a pessoa verifica o nível de glicose no sangue precisa anotar e manter um registro disso. E, no caso do tio da minha mãe, mesmo que ele tenha anotado, na zona rural em que ele vivia, não havia ninguém para manter um registro disso”, diz Freddie.

Então, aos 22 anos, Freddie construiu um glicosímetro inteligente que compartilha instantaneamente o nível de glicose no sangue de uma pessoa com seu parente mais próximo e adiciona as leituras a seu prontuário eletrônico de saúde, que pode ser visualizado por um médico.

Se o nível de açúcar no sangue da pessoa estiver anormal, ele envia uma notificação de alerta como um aviso.

Mas Freddie também começou a trabalhar em um projeto maior. Ele estava ciente de que muitas partes rurais dos EUA não tinham acesso à rede 2G ou 3G — e, em Quincy, as pessoas ainda usavam internet discada na época.

Não foi fácil. Na verdade, segundo ele, foram necessárias 394 tentativas — e isso custou muito dinheiro. Mas em 2011, aos 21 anos, Freddie se tornou o mais jovem operador de telecomunicações dos Estados Unidos.

De acordo com a rede NBC News, a Figgers Communication continua sendo a única empresa de telecomunicações que pertence a um negro no país.

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