Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

Home Porto Alegre Galpões do Sambódromo de Porto Alegre recebem aplicação de inseticida especial contra o mosquito da dengue

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre realiza nesta terça-feira (13) mais uma etapa dos serviços de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), técnica baseada no uso de inseticida de efeito residual em paredes internas e superfícies onde o mosquito da dengue costuma pousar. O alvo da iniciativa são os galpões utilizados pelas Escolas de Samba no Complexo Cultural do Porto Seco (bairro Rubem Berta, na Zona Norte), local já contemplado pelo procedimento antes do Carnaval de 2025.

Equipes devidamente identificadas e com equipamentos de proteção individal acessarão o local pela rua Ariovaldo Alves Paz. A previsão é que os trabalhos tenham início logo após a s 9h. O produto utilizado forma uma barreira química que permanece ativa por semanas ou meses, eliminando os insetos adultos que entram em contato com as áreas tratadas.

Na semana passada, a SMS iniciou no bairro Vila João Pessoa (Zona Leste) a instalação de 120 estações de disseminação de larvicidas (EDL), ampliando assim para quatro as áreas da cidade a contarem com o dispositivo. A nova tecnologia é decisiva no controle do Aedes aegypti, responsável pela trasmissão da dengue, zika vírus e febre chikungunya.

O funcionamento do dispositivo é relativamente simples. Potes plásticos com uma tela interna impregnada de pó-larvicida, que impede o desenvolvimento da fase larval do vetor, inibem a evolução do inseto para a fase adulta (mosquito), quando sua picada transmite doenças. A concentração do produto é extremamente baixa, sem oferecer riscos à saúde.

“O produto aplicado na tela tem princípio ativo o piriproxifem 0,5% e é inofensivo para seres humanos e animais domésticos”, enfatiza o biólogo Tiago Fazolo, da Vigilância Ambiental da SMS. “A colaboração da comunidade é fundamental para o sucesso da estratégia.”

Essa armadilha conta com espaço para colocar água e, assim, atrair o Aedes. Quando este ingressa no dispositivo para depositar seus ovos, entra em contato com o larvicida. Os mosquitos buscam diferentes locais para depositar seus ovos, acabam transportando o produto para outros criadouros: o desenvolvimento das larvas é então nterrompido, contribuindo para a redução da infestação de espécimes adultos.

“As armadilhas são instaladas por agentes de combate a endemias e técnicos da Vigilância em Saúde do município”, explica o biólogo Tiago Fazolo, vinculado à SMS. “Esses profissionais visitam os imóveis a cada 40 dias, para realizar a manutenção da EDL, procedimento que envolve a troca da água e da tela impregnada com o larvicida.”

Ineditismo

Na capital gaúcha, a iniciativa é inédita, por meio de um projeto-pilito desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde e já contempla os bairros Bom Jesus (212 equipamentos), Passo das Pedras (317) e São José (180). As regiões foram escolhidas por critérios técnicos e pelo histórico de casos de dengue ao longo dos últimos anos.

A implantação começou no semestre passado. No Rio Grande do Sul, apenas Porto Alegre e Rio Grande (Litoral Sul) contam com a inovação. Os agentes encarregados da implementação da novidade estão devidamente identificados. Além do procedimento, eles orientam moradores da comunidade sobre o funcionamento do sistema.

(Marcello Campos)

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