Sábado, 07 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 6 de março de 2026
Gkay, de 33 anos, chamou a atenção dos internautas ao compartilhar vídeos em que aparece abrindo alguns brinquedos colecionáveis em miniatura nas redes sociais. O momento, que seria apenas um conteúdo descontraído, acabou gerando preocupação entre seguidores por causa de um detalhe: as mãos da influenciadora apareciam tremendo.
Nos comentários, diversos usuários questionaram se ela estava bem ao notar o movimento. “Por que está se tremendo? Tá bem?”, perguntou um internauta. “Percebi isso também”, comentou outro. “Ela está se tremendo?”, escreveu mais um. “Mulher, por que treme tanto? Estava observando isso nos outros vídeos também”, disse outra seguidora.
Diante das mensagens, a própria influenciadora resolveu explicar o motivo da tremedeira: efeito colateral de um medicamento que está usando. “Gente, a tremedeira é efeito colateral de antidepressivo, desculpa qualquer coisa [risos]”, escreveu ela.
Segundo a psicóloga clínica Larissa Fonseca, esse tipo de reação pode acontecer principalmente no início do tratamento. “Os antidepressivos podem provocar alguns efeitos colaterais no início porque o cérebro está se adaptando à mudança na regulação de neurotransmissores como serotonina e noradrenalina. Tremores nas mãos, enjoo, leve agitação, suores, alterações do sono e até incômodos gastrointestinais são reações possíveis. Na maior parte dos casos, esses sintomas são passageiros e tendem a diminuir conforme o organismo se ajusta ao medicamento”, explica.
A especialista também destaca que, na prática clínica, os profissionais avaliam sempre a relação entre benefícios e possíveis reações do tratamento. “Na prática clínica, sempre avaliamos a relação entre custo e benefício. A pergunta central não é apenas se existe um efeito colateral, mas se ele é menos prejudicial do que o sofrimento causado pelo quadro que está sendo tratado. Em muitos pacientes com ansiedade ou depressão, os sintomas antes do tratamento incluem insônia persistente, taquicardia, tensão muscular, irritabilidade e desgaste emocional intenso e, quando necessário, para diminuir esse sofrimento (inclusive a angústia ou aceleração de pensamentos), é ‘menos pior’ que o efeito colateral. A melhor dica nesses casos é aumentar a ingestão de líquidos para diminuir os efeitos colaterais”, afirma.
A psicóloga ainda ressalta a importância do acompanhamento médico durante o processo. “Por isso, o acompanhamento profissional é essencial. Quando algum efeito aparece, o médico pode ajustar a dose, trocar a medicação ou orientar estratégias para atravessar esse período inicial de adaptação. O objetivo do tratamento é recuperar a estabilidade emocional e a qualidade de vida, reduzindo um sofrimento que muitas vezes já vinha comprometendo a rotina, o sono e as relações da pessoa”, conclui.