Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 10 de fevereiro de 2026
O governador Eduardo Leite lamentou ontem o aumento do número de feminicídios ocorridos no Rio Grande do Sul neste início de ano ao afirmar que “janeiro terminou com uma marca que nos fere profundamente: onze feminicídios em apenas um mês, onze mulheres assassinadas simplesmente por serem mulheres e isso é inaceitável, é revoltante, deve ser uma causa de todos nós”. Foi durante a sessão especial da Assembleia Legislativa destinada à mensagem anual ao Parlamento gaúcho na abertura do ano legislativo. Eduardo Leite destacou as ações do governo relativas ao tema, como a recriação, em 2025, da Secretaria das Mulheres, demanda das deputadas estaduais.
Depois, apontou as prioridades do governo em 2026: a recriação da Loteria Estadual, a aplicação do piso nacional do magistério, a criação do Fundo Estadual do Bem-estar Animal e a garantia para que municípios fora da área da Corsan possam viabilizar a solução para garantir as metas do Marco Legal do Saneamento até 2033.
Deputada Bruna Rodrigues cobrou do governador solução para os feminicídios: “uma dessas mulheres podia ter sido minha mãe”
Antes do início da sessão especial da Assembleia Legislativa, a deputada Bruna Rodrigues (PCdoB), Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa e primeira parlamentar negra a assumir a procuradoria, subiu até a tribuna onde se encontrava o governador Eduardo Leite,e cobrou de forma vigorosa providencias para a redução dos índices de feminicídios, apontando que “uma dessas mulheres do feminicídio podia ter sido minha mãe. O senhor comemorou a queda dos índices de violência. E as mulheres, governador?”
– O senhor tem a capacidade de resolver o feminicídio no estado. O senhor não está fazendo”, afirmou a deputada. Ante a resposta do governador de que adotou uma série de providências para reduzir essas ocorrências, lembrando que foi criado o Pacto nacional contra o feminicídio, Bruna respondeu afirmando que “o governador não assinou. O ministério – das Mulheres – nos disse que lhe convidou e que o governo por decisão, não assinou.”
Pesquisa da Futura Inteligência aponta derrota de Lula para Flavio Bolsonaro ou Tarcisio no primeiro turno.
Segundo pesquisa da Futura Inteligência, instituto de pesquisa da Apex Partners, se as eleições presidenciais fossem hoje, o senador Flávio Bolsonaro lideraria a disputa nacional. O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 03 e 07 de fevereiro.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro lidera com 37,2% das intenções de voto,seguido por Lula, com 35,9%. Em um segundo bloco aparecem Ratinho Júnior, com 6,1%, e Romeu Zema, com 4,9%. Renan Santos soma 1,9%, enquanto Aldo Rebelo aparece com 1,2% das menções.
Nas simulações de segundo turno, Lula, no embate direto com Flávio Bolsonaro, o senador lidera com 48,2%, contra 42,4% do atual presidente. Já contra Tarcísio de Freitas, Lula registra 41,4%, enquanto o governador paulista alcança 47,4%.
Outros números:
– Lula 42,1% x 45,2% Ratinho Junior
– Lula 43,1% x 42,3% Ronaldo Caiado
– Lula 43,3% x 42,4% Romeu Zema
– Lula 42,7% x 38,5% Eduardo Leite
Casas de apostas legais recolheram mais de R$ 10,7 bilhões em impostos nos últimos 12 meses
A propósito da tributação sobre jogos no Brasil, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que reúne as principais casas de apostas do Brasil e do mundo encaminhou ao jornalista Flavio Pereira,o seguinte estudo inédito:
“O mês de janeiro consolidou o primeiro ano completo do setor de apostas de quota-fixa sob o novo marco regulatório no Brasil, permitindo, pela primeira vez, uma mensuração precisa da carga econômica sobre a atividade. O segmento registrou um faturamento de R$ 37 bilhões no último ano, de acordo com dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. Desse montante, a arrecadação total destinada aos cofres públicos, incluindo tributos federais e municipais, ultrapassou R$ 10,7 bilhões.
No entanto, um estudo técnico detalhado da LCA Consultoria, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), revela que a sustentabilidade desse modelo está sob risco severo. Segundo o levantamento, a incidência tributária federal sobre o faturamento das bets chega a ser, por exemplo, seis vezes maior que no setor de telecomunicações e 1,6 vez superior a outros serviços intensivos em tecnologia.
A análise aponta que a carga tributária e regulatória total consome atualmente 31,9% do Gross Gaming Revenue (GGR) – que é a receita bruta das empresas legalizadas. Essa estrutura de incidência é composta por 19,4% de tributos diretos sobre o consumo e destinações sociais, 4,5% sobre a renda (IRPJ e CSLL), 4,9% em encargos regulatórios específicos e 3,1% em tributos indiretos da cadeia produtiva.
Com a transição da Reforma Tributária (IBS/CBS) e o escalonamento das destinações sociais, que subirão de 12% para 15% até 2028, o peso total da tributação deve saltar para 32,7% em 2026 e atingir críticos 42,0% até 2033. Para o IBJR, essa pressão fiscal cria uma assimetria competitiva insustentável. Enquanto os operadores autorizados garantem o pagamento de tributos e investem em mecanismos de segurança, tais como reconhecimento facial, limite de tempo e de depósito, as casas de apostas clandestinas, que representam 51% do mercado, operam com custo tributário zero.
Além do peso fiscal, o estudo da LCA destaca a relevância socioeconômica de um setor que emprega 15,5 mil pessoas, direta ou indiretamente. Com uma média salarial de R$ 7 mil, valor 118% superior à média nacional de remuneração, a indústria de apostas tornou-se um gerador de renda qualificada e o principal motor do esporte brasileiro, já que o segmento é o que mais patrocina clubes da Série A do futebol nacional.”