Sábado, 24 de Janeiro de 2026

Home Política Governo cerca o Planalto antes de manifestação de Nikolas Ferreira

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O Palácio do Planalto colocou neste sábado (22) grades de proteção em torno da sede do governo como medida de garantir a segurança durante a caminhada de protesto comandada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar organizou uma passeata de cerca de 240 km contra as penas dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. O episódio ficou marcado pela destruição das sedes dos três Poderes, em Brasília.

Nikolas partiu na segunda-feira (19) de Paracatu, em Minas Gerais, e seguirá a Brasília, onde pretende chegar no domingo (25). Participantes da caminhada falavam em 400 apoiadores.

As grades costumam ser colocadas durante manifestações ou eventos de rua realizados na Esplanada ou na praça. Em nota, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) afirmou que as grades estão sendo utilizadas como medida de reforço em virtude da possibilidade de manifestações programadas em locais próximos à instalação presidencial.

O Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, costumava ficar cercado há dez anos, até que o presidente Lula (PT) ordenou a retirada definitiva da barreira em maio de 2023. Desde então, as grades são recolocadas em ocasiões específicas, quando é verificada a necessidade de reforço à proteção da sede. Entre os exemplos recentes, está o dia da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), quando havia previsão de protestos contra a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) afirmou que a caminhada oferece “riscos de segurança”. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), lider do PT na Câmara, também publicou vídeo em que afirma que a manifestação “é crime e está colocando a vida de pessoas em risco”.

Nikolas afirmou que escolheu fazer uma caminhada porque “não queria ficar na porta de nada, permanecer, fazer barraca, acampamento” porque “isso poderia dar uma abertura para quem quisesse atrapalhar o movimento”.

Em 2022, bolsonaristas ficaram por semanas acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, pedindo por uma intervenção militar que mantivesse Jair Bolsonaro (PL) no poder. Foi do acampamento que partiram parte dos manifestantes posteriormente condenados pelo 8 de janeiro.

Apesar de ter convidado pessoas para participar do movimento, o deputado admitiu que não planejou como o trajeto de 240 km seria feito e disse nem o PL foi avisado previamente.

“A logística foi feita na hora. A gente saiu de Paracatu e a gente foi colocando no Google Maps para poder ver quantos quilômetros daria até chegar em Brasília.”

O que havia de estrutura oficial foi garantido ao próprio deputado, que fez o percurso acompanhado por policiais legislativos e um carro que o separava dos que buscavam caminhar à sua frente. Outros veículos de forças de segurança também seguiram o público, mas com presença menos constante do que ao redor do deputado. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)

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