Segunda-feira, 16 de Maio de 2022

Home Mundo Governo dos Estados Unidos pode enviar tropas à Europa Oriental em meio a tensões na Rússia

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O governo do presidente americano Joe Biden está nos estágios finais para identificar as unidades militares específicas que deseja enviar à Europa Oriental.

A iniciativa ocorre em meio a um esforço para deter a Rússia, que concentrou dezenas de milhares de soldados na fronteira com a Ucrânia, de acordo com vários oficiais dos EUA e de defesa.

Nenhuma decisão ainda foi tomada, mas a uma emissora de TV americana informou que Biden discutiu com seus principais oficiais militares, durante um briefing em Camp David no sábado (22), opções para reforçar os níveis de tropas dos EUA no Báltico e no Leste Europeu.

O envio de tropas em potencial ocorre em meio a alertas dos EUA de que uma possível invasão russa da Ucrânia pode ser iminente.

O Departamento de Estado americano reduziu no domingo (23) o pessoal da embaixada dos EUA em Kiev, na Ucrânia, com a saída de funcionários não essenciais e familiares por motivos de “muita cautela”.

Uma opção que o governo Biden está considerando é mover entre mil e 5 mil soldados, tanto para reforçar os aliados do Leste Europeu e do Báltico quanto para estarem disponíveis para ajudar a retirar os cidadãos americanos, se necessário, de acordo com um funcionário da alta cúpula da defesa.

O objetivo de enviar reforços militares para a Europa Oriental seria fornecer dissuasão e tranquilizar os aliados. Não houve nenhuma sugestão de que as tropas americanas fossem enviadas para a Ucrânia ou participassem de quaisquer funções de combate.

Os EUA enviaram dois carregamentos de armas para a Ucrânia na semana passada como parte de uma assistência de segurança recentemente direcionada para ajudar a reforçar as forças armadas do país.

Os países da Otan também estão enviando navios e caças adicionais para a Europa Oriental e colocando forças de prontidão, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em comunicado nesta segunda-feira (24).

“A Otan continuará a tomar todas as medidas necessárias para proteger e defender todos os aliados, inclusive reforçando a parte oriental da Aliança”, disse Stoltenberg.

A última avaliação de inteligência do Ministério da Defesa ucraniano descobriu que a Rússia já enviou mais de 127 mil soldados à região, enquanto autoridades dos EUA disseram que pode haver uma invasão a qualquer momento.

As autoridades americanas ainda não sabem o que o presidente russo, Vladimir Putin, planeja fazer, ou se decidiu, de fato, invadir a Ucrânia. Alguns membros do governo estadunidense dizem que há evidências de que a Rússia está planejando tentar tomar Kiev e derrubar o governo.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido disse em um comunicado, no sábado, que tem informações de que o governo russo planeja “instalar um líder pró-Rússia em Kiev, enquanto considera se deve invadir e ocupar a Ucrânia”.Moscou nega que esteja planejando uma invasão, acusando os EUA e a Otan de aumentar as tensões por seu apoio à Ucrânia. O Kremlin descartou na segunda-feira (24) os relatos sobre os planos de instalar um líder pró-Rússia na Ucrânia e classificou os boatos como “histeria”.

“As tensões estão aumentando devido a ações concretas tomadas pelos EUA e pela Otan”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

“Quero dizer, a histeria informacional, que estamos testemunhando, é generosamente enquadrada por uma enorme quantidade de informações falsas, apenas mentiras e falsificações”, acrescentou.

Autoridades do Departamento de Estado dos EUA disseram a repórteres no domingo (23) que a decisão de reduzir o pessoal da embaixada não se deveu a nenhuma mudança nos níveis de ameaça aos americanos no país.

As autoridades disseram que a medida ocorreu em parte porque a assistência do Departamento de Estado seria “severamente impactada” se houver uma ação militar russa na Ucrânia.

Além da redução de pessoal dos EUA em sua embaixada em Kiev, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido também anunciou na segunda-feira que alguns funcionários e dependentes da embaixada britânica estavam sendo retirados em resposta às crescentes ameaças da Rússia.

Os EUA continuam a se envolver diplomaticamente com a Rússia, mas as negociações recentes não conseguiram trazer nenhum avanço.

A Rússia disse que os EUA e a Otan devem se comprometer a nunca admitir a Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte, e retirar as implantações militares dos países do Leste Europeu, incluindo a Romênia e a Bulgária.

Os EUA têm dito repetidamente que essas demandas são inacessíveis, embora o secretário de Estado, Antony Blinken, tenha declarado na semana passada que os EUA responderiam por escrito às demandas de Moscou após sua reunião com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov.

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