Quinta-feira, 01 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 1 de janeiro de 2026
O governo do Rio Grande do Sul implantou o serviço de modelagem hidrodinâmica, que permite prever a evolução do nível dos rios no Estado. A iniciativa, que faz parte do Plano Rio Grande, tem como objetivo o enfrentamento de eventos climáticos adversos.
“O Plano Rio Grande é a resposta do Estado aos desafios que se impuseram nos últimos anos. Estamos investindo em tecnologia, planejamento e integração de dados para antecipar cenários e proteger vidas. Com a modelagem hidrodinâmica, o Rio Grande do Sul passa a contar com uma ferramenta capaz de acompanhar e, inclusive, projetar o nível dos rios, com simulações que indicam a evolução da água e as áreas de risco. Isso fortalece a atuação da Defesa Civil, qualifica a emissão de alertas e amplia a capacidade de apoio aos municípios, preparando o Estado para eventos climáticos cada vez mais extremos”, afirmou o governador do RS em exercício, Gabriel Souza, que também preside o Conselho do Plano Rio Grande.
O monitoramento hidrológico começou a operar em setembro de 2025. A ferramenta permite, além da previsão de níveis dos rios, a identificação e mapeamento de áreas suscetíveis a inundações e a elaboração de mapas de manchas de inundação, aprimorando o monitoramento e a capacidade de resposta a eventos adversos.
Antes, o governo do Estado não contava com um serviço que fizesse esse tipo de análise sobre o comportamento dos rios. Durante as enchentes de 2024, foi necessário utilizar plataformas abertas e outras fontes não oficiais.
A modelagem hidrodinâmica se integra ao Sistema de Monitoramento e Alerta já existente, que abrange uma rede de sensores como radares meteorológicos e estações pluviométricas e fluviométricas. A consolidação dessas informações é essencial para a previsão de ocorrências hidrológicas críticas e para a elaboração de planos de contingência.
“Em locais com histórico de inundações, dados de previsão do nível do rio, em curto e médio prazo, são cruciais para a tomada de decisão voltada para a proteção das pessoas e do patrimônio. Essas informações têm subsidiado e direcionado as ações da Defesa Civil, seja na emissão de alertas à população ou na atuação junto aos municípios, por meio do contato direto e do repasse de informações às prefeituras e coordenadorias municipais de proteção e defesa civil, responsáveis pela execução de seus planos de contingência”, afirmou o chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira.
Como funciona a modelagem hidrodinâmica
O serviço simula o comportamento da água ao longo do espaço e do tempo. Tomando como base a topografia dos rios e as previsões meteorológicas e hidrológicas, como a quantidade de chuva e a vazão, a modelagem hidrodinâmica aponta de que forma se dará a distribuição do volume de água dos pontos monitorados.
A ferramenta considera os limiares de inundação de cada local, indicando se há situação de normalidade, atenção, alerta ou inundação. Assim, é possível traçar um panorama do comportamento dos rios e suas implicações para as áreas próximas, permitindo ao Executivo estadual atuar de forma adequada e precisa.
Durante a vigência dos avisos hidrometeorológicos, que trazem a previsão de situações fora da normalidade, são emitidos boletins de acompanhamento da situação atual das cotas dos rios e da tendência de seu comportamento para os próximos dias. Nesse processo, os modelos hidrodinâmicos também traçam as manchas de inundação para locais em risco, simulando em mapas até onde a água pode avançar em caso de inundação.