Segunda-feira, 02 de Março de 2026

Home Economia Grandes expectativas nesta segunda sobre mercado de ações, petróleo e câmbio após ataque ao Irã

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O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deve intensificar a volatilidade nos mercados de ações, petróleo e câmbio nesta segunda-feira (2), quando os investidores reagirão à escalada dos conflitos no Oriente Médio. A extensão e a magnitude do impacto, porém, ainda são incertos, diante das dúvidas quanto aos desdobramentos da ofensiva.

Para Flávio Conde, analista da Levante, as Bolsas americanas devem iniciar as negociações em baixa com o aumento da aversão ao risco desencadeada pelos conflitos no Oriente Médio.

Segundo ele, a deterioração do cenário tende a ampliar o movimento de queda das ações das companhias de tecnologia, que já vinham sendo pressionadas pela cobrança do mercado por retorno sobre os elevados investimentos em inteligência artificial (IA). “O índice Nasdaq tende a cair mais do que o Dow Jones.”

As ações do setor de Defesa, por outro lado, tendem a se beneficiar com a instabilidade do ambiente global e podem ganhar tração na próxima semana. O ouro e os títulos públicos dos Estados Unidos, considerados ativos de proteção, também devem registrar valorização com o aumento da busca por segurança por parte dos investidores.

No Brasil, os analistas se dividem quanto ao real impacto da guerra sobre o mercado doméstico. Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV, por exemplo, acredita que o impacto será moderado, uma vez que a possibilidade de um confronto já vinha sendo parcialmente precificada nas últimas semanas. Além disso, ele avalia que a instabilidade geopolítica provocada pelos Estados Unidos pode continuar favorecendo mercados emergentes, como o Brasil.

“Na segunda-feira, você pode ter alguma instabilidade, principalmente fora do País, mas a gente tem notado que o mercado brasileiro tem se descolado. A Bolsa bem ou mal sustenta patamares ao redor de 190 mil pontos, o dólar está baixo. Acho que não muda”, diz o analista.

Já Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos, avalia que o dólar deve iniciar a sessão em alta, impulsionado pelo movimento de busca por proteção por parte dos investidores. O Ibovespa, por sua vez, tende a sofrer muita volatilidade e pode acompanhar o cenário externo, iniciando a sessão em queda. “As ações ligadas ao petróleo, como a Petrobras, podem ser beneficiados com a alta da commodity”, diz Novais.

Para Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, “a atenção agora se volta para os países vizinhos, como Emirados Árabes, que podem sofrer alguma represália um pouco mais significativa”. “Se isso acontecer, mostra que o Irã ainda tem muita força bélica e o conflito pode escalar a um nível ainda mais problemático”, diz.

Volatilidade

Nas últimas semanas, os mercados financeiros globais já experimentaram doses maiores de volatilidade em meio aos temores em torno da inteligência artificial (IA) e ao aumento das incertezas comerciais após o revés de Trump na Suprema Corte por causa das tarifas. Rajadhyaksha, do Barclays, diz que se a guerra durar mais do que alguns dias, deve provocar uma “reação negativa mais pronunciada” dos mercados.

O Barclays espera que o conflito entre os EUA e o Irã sirva de impulso ao dólar ao menos no curto prazo. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, acumula queda de mais de 8% em um ano. O iene japonês também pode ser beneficiado, enquanto moedas de mercados emergentes podem sofrer com o aumento da volatilidade, segundo analistas. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

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