Terça-feira, 26 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de maio de 2026
Gretchen – que dividiu com o público o seu diagnóstico de alopecia androgenética progressiva – contou em entrevista à Quem que lidou com o impacto na autoestima antes de se sentir confortável para falar sobre o assunto. A cantora, de 66 anos, disse que inclusive não deixava o marido, Esdhras De Souza, vê-la sem os apliques, e, por vezes, esperava que ele dormisse para poder ficar mais à vontade em casa.
“Eu tenho alopecia progressiva. Praticamente não tenho mais cabelo. Mexe muito com a autoestima. Eu, às vezes, fico constrangida. Quantas vezes não dormi com a lace no pé da cama! Tirava depois que ele apagava a luz, levantava antes dele acordar, com a luz apagada, ia ao banheiro, escovava os dentes e já botava a lace para ele não me ver daquela forma”, relembrou ela sobre o seu processo de perda do cabelo, agravado por corte químico e micropigmentação no couro cabeludo feita há alguns anos para camuflar falhas.
“A alopecia não é uma coisa passageira. É uma doença e vive a vida inteira com você. Se você não tiver recursos, não se olha no espelho, não sai para trabalhar e não consegue nem cuidar dos filhos porque tem vergonha até que eles se vejam assim. É uma coisa dolorosa para a mulher. Para o homem, alopecia praticamente não incomoda. Eles botam um boné e está tudo lindo. Mas, para a gente, sem cabelo, botar um boné, é a mesma coisa que estar careca. Então, para a mulher, a alopecia mexe muito com a autoestima.”
No entanto, Gretchen sempre encontrou o apoio do saxofonista para se sentir livre e bonita sem os cabelos postiços.
“Ele nunca chegou em mim e falou: ‘Nossa, mas está feio mesmo seu cabelo ou realmente você perdeu tudo’. Muito pelo contrário. Ele fala: ‘Amor, tira essa lace em casa, fica sem nada. O que me interessa não é o seu cabelo. O que me interessa é você, o seu jeito de ser o que você é para mim”, disse.
“Uma coisa é como a gente se vê e outra é como ele me vê. Quando comecei a entender o jeito dele me ver, aí entendi que podia vivenciar esses problemas. Até pensei em realmente passar a máquina um e ficar sem cabelo”, contou.