Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

Home Brasil Greve de pilotos e comissários de bordo é cancelada após acordo com empresas aéreas

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Os pilotos e comissários de bordo das companhias aéreas dediciram cancelar a greve marcada para começar na próxima segunda-feira (29), após chegarem a um acordo com as empresas do setor neste sábado (27).

O impasse foi resolvido no Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde foi apresentada ontem a proposta de renovação da Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) da aviação com o referendo do subprocurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Gerson Marques, e da União, representada pelo Advogado-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, e do secretário executivo do Ministério do Trabalho e Previdência. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), que representa Gol, Latam, Azul, ITA, Voepass e Latam Cargo, aceitou a proposta.

Os tripulantes concordaram neste sábado, em votação online, com a proposta, que inclui reajuste imediato equivalente a 75% do INPC dos últimos 12 meses nas partes fixa e variável do salário, além de um reajuste 100% do INPC dos últimos 12 meses nas diárias de alimentação nacionais e no vale-alimentação. Também está prevista a renovação na íntegra das demais cláusulas sociais.

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a votação teve 54% dos votos favoráveis à proposta, 45% contra e 0,76% de abstenções. No total, 6,9 mil tripulantes participaram da decisão.

Greve

A assembleia em que os trabalhadores decidiram deflagrar a greve havia ocorrido na última quarta-feira. Segundo o presidente do SNA, o comandante Ondino Dutra, houve participação de cerca de 700 funcionários das companhias aéreas.

O setor da aviação foi um dos mais atingidos pela crise no ano passado e ainda não se recuperou completamente. Para sobreviver ao impacto causado pela pandemia, as empresas criaram programas de licença não remunerada – que foram sendo reduzidos aos poucos. A Latam demitiu 2.700 tripulantes, mas voltou a contratar em julho.

Azul—Latam

A Azul está à procura de concretizar uma compra da Latam, promovendo uma fusão de duas gigantes dos áreas. Porém, o presidente do grupo Latam, Roberto Alvo, afirmou na manhã deste sábado que a companhia chegou a receber uma manifestação de interesse de compra da Azul em meio a seu processo de recuperação judicial, mas que a oferta foi considerada “incompleta” e “insuficiente”.

“Descartamos as ideias da Azul. Não era possível atuar sobre essa proposta. O conteúdo dela é confidencial”, afirmou em entrevista coletiva com jornalistas brasileiros.

A Latam apresentou no fim da noite de ontem seu plano de recuperação judicial, que inclui a injeção de US$ 8,19 bilhões (R$ 45,9 bilhões) no grupo por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida. A proposta será avaliada pela Justiça dos Estados Unidos, onde corre o processo de recuperação, no dia 27 de janeiro. Após isso, a empresa terá um período de exclusividade para negociar a aprovação do plano com credores.

A Azul, porém, vem mantendo conversas nos bastidores com os credores em torno de um plano alternativo, que lhe daria o controle da Latam. A proposta da Azul pode ganhar força, portanto, apenas se o plano da Latam for rejeitado pelos credores.

Alvo destacou que o plano apresentado já tem o apoio de 71% dos credores sem garantia. Pela lei de recuperação judicial americana (chapter 11), a companhia precisa de 66% deles para aprovar uma proposta.

“Esse plano tem tratamento equitativo para os stakeholders. Dá a possibilidade para credores grandes e pequenos participarem via bônus convertidos (em ações). Ele foi consensualmente acordado com credores e, assim, cumpre com o chapter 11”, afirmou o executivo.

A proposta da Latam prevê uma oferta de direitos de compra de ações no valor de US$ 800 milhões, que será aberta aos acionistas da companhia. Também serão emitidas três classes de títulos conversíveis, que serão oferecidos preferencialmente aos acionistas do grupo e, posteriormente, a determinados credores. Esses títulos devem somar US$ 4,64 bilhões.

O grupo ainda deverá levantar US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo e aproximadamente US$ 2,25 bilhões em financiamento de dívida por meio de novos recursos, que podem ser um novo empréstimo a prazo ou novos títulos.

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