Sábado, 18 de Maio de 2024

Home Economia Greve no Banco Central atrasa inovações do Pix, que seguem sem previsão

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O Banco Central (BC) adiou ao menos duas novidades do Pix, que estavam previstas para começar este ano, por causa da greve dos servidores que ocorreu de abril a julho. Inovações como o serviço de débito automático (repetido mensalmente) da ferramenta e o Pix Cobrança — que permite uma série de pagamentos em lote — agora não têm mais previsão de conclusão.

O adiamento destas inovações começou a aparecer nas apresentações do presidente da autoridade monetária em agosto. Naquele mês, o débito automático e o Pix Cobrança começaram a aparecer com novos prazos: 2022 e 2023, respectivamente. Porém, na reunião do Fórum Pix, realizada em setembro, as duas inovações voltaram a ser apresentadas, mas sem data para acontecer.

“O desenvolvimento de novas modalidades do Pix foram seguradas pelo Banco Central, que teve de reprogramar o desenvolvimento destas inovações”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fabio Faiad.

Os servidores do Banco Central ficaram em greve ao longo de três meses em 2022, entre abril e julho. A categoria pleiteava a recomposição salarial e uma reestruturação das carreiras. Durante a greve, a operação do Pix e as reuniões do Copom não foram afetadas, mas o BC ficou sem publicar relatórios e teve atrasos no desenvolvimento de ferramentas como as ligadas ao Sistema Valores a Receber e ao Pix.

Em nota, o BC reconhece que a greve atrapalhou, mas indica também “outros motivos” para o adiamento das inovações do Pix.

“A agenda de trabalho foi objeto de replanejamento devido a inúmeros fatores, dentre eles o período de paralisação dos servidores do BC, bem como a priorização de outras iniciativas que também envolvem tais equipes, como aperfeiçoamentos em funcionalidades já em operação no âmbito do Pix”, afirma a instituição em nota.

O texto afirma ainda que o novo cronograma das funcionalidades será divulgado “oportunamente”.

O débito automático visa facilitar pagamentos recorrentes feitos pelo Pix. Já o Pix Cobrança ainda precisa de uma padronização de arquivos de remessa e retorno para permitir a gestão de cobranças em lote. Além disso, serviços como o Pix Garantido, para permitir parcelamento das compras, e o Pix Internacional não têm previsão de lançamento.

Nos últimos meses, os servidores do BC vêm repudiando o uso eleitoral do Pix, já que o presidente Jair Bolsonaro tenta vincular o sistema de pagamento instantâneo à sua gestão. Eles esclarecem que o Pix é uma criação da equipe técnica do banco, que começou com pesquisas em 2018, antes do início deste governo.

Melhorias de segurança

Na terça-feira, o BC informou que está avaliando melhorias para a segurança do sistema de pagamento instantâneo. Dois dos principais pontos são deixar a definição do limite para transferências a cargo de cada instituição financeira e ampliar as fases de bloqueio de contas em caso de fraude reportada. As sugestões foram apresentadas pelo grupo de trabalho que acompanha a segurança do sistema de pagamentos.

Como “dono” do produto, é o BC que determina as regras de operação e fiscaliza o funcionamento do Pix. A preocupação com segurança é grande por duas razões principais: evitar que o sistema perca credibilidade por causa de vazamento de chaves e o aumento de golpes que usam o Pix.

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