Domingo, 25 de Janeiro de 2026

Home em foco Grito durante discurso do procurador-geral da República cria “saia-justa”

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Ocorreu uma saia justa na plateia do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) quando o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que é preciso afirmar todos os dias “democracia eu te amo, eu te amo, eu te amo”.

Uma mulher na plateia falou, em volume médio, “hipocrisia”. Outros convidados se viraram para olhar, gerando certo constrangimento.

Fala

Em sua fala, na cerimônia de abertura do Ano Judiciário, Aras disse que o “voto popular deve ser respeitado, especialmente por aqueles que não obtiveram a maioria”.

“A polarização política, expressão legítima da diversidade da vida democrática, em um país plural e multicultural, exige também o respeito às diferenças”, afirmou, ao acrescentar que o “povo tem direito a mudar de opinião”.

Em resposta aos atos extremistas de 8 de janeiro, o PGR disse, que até o momento, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou 525 denúncias, 14 pedidos de prisão e nove solicitações de busca e apreensão contra investigados pelos ataques.

Aras ainda citou poema para reforçar o dever de todos em proteger a democracia. “Como o poeta dizia à sua amada, e deveria dizer todos os dias: eu te amo, eu te amo, eu te amo, para nunca esquecer de seu amor. Nós, cidadãos do Estado Democrático de Direito, precisamos dizer todos os dias: Democracia eu te amo, eu te amo, eu te amo. Essa democracia conquistada a duras penas, exigiu sangue, suor e lágrimas de muitos brasileiros.”

Ele rebateu as críticas de que o MPF não agiu contra violência política nos últimos anos, Aras afirmou que a instituição atuou para manter a paz no País em 2021 e 2022. “O MPF esteve, nos anos anteriores, de forma discreta, estrategicamente discreta, evitando que extremistas, de toda natureza e ordem, se manifestassem contra o Estado Democrático de Direito.”

Na sessão solene, a presidente do STF, Rosa Weber, destacou que os manifestantes que vandalizaram os prédios da Corte, do Congresso Nacional e o Palácio Planalto serão punidos dentro do rigor da lei e que os ataques não abalaram a crença na democracia.

Aras encerrou o discurso em tom de conciliação ao afirmar que a população expressou seu desejo nas urnas, em outubro passado, e agora é “hora de pacificar, reconciliar e voltar à normalidade das instituições e pessoas”.

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