Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 21 de janeiro de 2026
O Ibovespa bateu os 170 mil pontos pela primeira vez na história nesta quarta-feira (21), impulsionado pela entrada de investidores estrangeiros e pela valorização das ações de grandes empresas brasileiras. Por volta das 13h, o principal índice da bolsa subia cerca de 2,18%, enquanto o dólar operava em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,3282.
“Com a maior aversão ao risco causada pela tensão entre EUA e Europa em torno da Groenlândia, investidores estrangeiros passaram a olhar outros mercados. Parte desse fluxo veio para o Brasil, onde as maiores empresas — as chamadas blue chips, como Itaú, Vale, Bradesco, Eneva e Petrobras — são vistas como mais resilientes”, afirma o economista Felipe Tavares.
“Um fator que impulsiona a bolsa também é a pesquisa Atlas mostrando Flavio Bolsonaro mais próximo de Lula, trazendo mais otimismo no cenário de alternância de ciclo político.”
Com poucos indicadores econômicos, o mercado voltou a atenção para a política. No exterior, investidores acompanharam o discurso de Donald Trump em Davos. No Brasil, pesou a decisão do BC (Banco Central) de decretar a liquidação extrajudicial da Will Financeira, controladora do Will Bank.
Em uma sessão marcada por agenda econômica esvaziada, os investidores acompanham o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A participação ocorre em meio a um ambiente de tensões diplomáticas recentes.
Na véspera, Trump elevou o tom ao defender a aquisição da Groenlândia e ameaçar tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, após Emmanuel Macron rejeitar integrar o “Conselho de Paz” proposto para Gaza.
Ainda nos EUA, a Suprema Corte realiza ao meio‑dia uma audiência sobre a tentativa de Trump de demitir Lisa Cook da diretoria do Federal Reserve (Fed). O caso pode abrir precedente jurídico e colocar à prova a independência do banco central americano.
No Brasil, o Banco Central decretou nesta quarta‑feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, controladora do Will Bank, sediada em São Paulo e integrante do grupo Banco Master.
Segundo o BC, a medida foi tomada por causa do comprometimento da situação econômica da instituição e da incapacidade de honrar dívidas, em razão do vínculo de interesse e da influência exercida pelo Banco Master, liquidado em novembro.