Sábado, 30 de Agosto de 2025

Home Economia Ibovespa fecha aos 141 mil pontos e atinge novo recorde; dólar sobe a R$ 5,42

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O Ibovespa atingiu uma nova máxima histórica nesta sexta-feira (29). O principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 0,26%, alcançando os 141.422 pontos — acima do recorde registrado em 4 de julho, quando atingiu os 141.264 pontos. O dólar encerrou em alta de 0,29%, cotado a R$ 5,4219.

O novo recorde da bolsa reflete a percepção dos investidores de que o cenário está mais estável, no Brasil e no exterior — o que amplia a previsibilidade do fluxo de negócios.

Além do ambiente de menor incerteza, pesam ainda a inflação brasileira, que tem se mantido dentro das expectativas, a percepção de que a Selic não deve voltar a subir e a queda do dólar, fatores que reforçam um cenário mais otimista para a bolsa. O Ibovespa fechou o mês com alta de 6,28%.

Nesta sexta, os investidores reagiram à inflação dos EUA, que veio em linha com as estimativas dos analistas. Embora a atividade econômica ainda esteja resiliente, as projeções de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, dê início aos cortes de juros na reunião de setembro subiram.

O Departamento de Comércio dos EUA divulgou o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) — indicador inflacionário que o Fed acompanha de perto para ajustar a política monetária. O resultado ficou em linha com as expectativas de analistas, apresentando um avanço mensal de 0,2% e, na base anual, em 2,6%.

O resultado não mostra uma desaceleração mais consistente da atividade econômica, mas os investidores aumentaram as expectativas de corte de juros americanos (entenda mais). Falando em movimentações no câmbio, o Banco Central realiza a PTAX de fechamento de mês — usado para a liquidação de contratos futuros. Em meio à disputa entre comprados e vendidos, o dólar acaba operando com volatilidade.

No Brasil, o governo federal iniciou o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os EUA pela aplicação de um tarifaço contra produtos brasileiros exportados para os americanos.

Os principais índices acionários de Wall Street recuaram nesta sexta-feira, diante dos receios de que as tarifas possam elevar os preços dos produtos nos EUA.

O Dow Jones caiu 0,20%, aos 45.544,88 pontos. O S&P 500 fechou em queda de 0,64%, aos 6.460,27 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 1,15%, aos 21.455,55 pontos

As bolsas europeias também fecharam em baixa, com o mercado repercutindo preocupações de bancos britânicos sobre possíveis medidas mais rígidas da ministra das Finanças, Rachel Reeves, para fortalecer as contas públicas.

O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,55%, enquanto o DAX, da Alemanha, cedeu 0,57%. No Reino Unido, o FTSE 100 teve baixa de 0,32%, e o CAC 40, da França, caiu 0,76%.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. Na China, os índices avançaram, impulsionados pela liquidez abundante, apesar dos alertas de empresas de tecnologia após reajustes de preços. O CSI300 teve o maior ganho mensal desde setembro de 2024.

Em Xangai, o SSEC subiu 0,37% e o CSI300 avançou 0,74%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,32%, enquanto o Nikkei, em Tóquio, caiu 0,26%. Em Seul, o Kospi recuou 0,32%, o Taiex, em Taiwan, teve leve baixa de 0,01%, e o S&P/ASX 200, em Sydney, caiu 0,08%. Já o Straits Times, em Cingapura, avançou 0,37%.

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