Quarta-feira, 29 de Maio de 2024

Home em foco Inflação na zona do euro atinge recorde de quase 9% em julho

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A inflação da zona do euro, que abrange 19 países, atingiu um novo recorde anual: 8,9% em julho. O dado foi divulgado na quinta-feira (18), pela Agência de Estatísticas da União Europeia (Eurostat). É a taxa mais elevada desde que o euro foi criado, em 1999.

A Agência Europeia calcula que quase metade da inflação é causada pela energia mais cara, por causa de impactos da invasão russa na Ucrânia.

A agência de estatísticas disse que, do total, 4,02 pontos percentuais vieram de energia mais cara – cujos custos aumentaram devido à invasão russa da Ucrânia – e 2,08 pontos de alimentos, bebidas e tabaco.

Mas mesmo quando estes componentes mais voláteis são excluídos, no que o Banco Central Europeu chama de núcleo da inflação e observa de perto para as decisões sobre as taxas de juros, os preços ainda avançaram 5,1% em julho em relação ao ano anterior.

A Capital Economics avalia que a inflação na zona do euro deve permanecer elevada e com pressões inflacionárias amplamente disseminadas.

O salto recorde mantém a pressão para que o Banco Central Europeu (BCE) siga elevando seus juros básicos. Para a Oxford Economics, a alta deve ser de 50 pontos porcentuais em setembro, apesar da piora nas perspectivas de crescimento do bloco.

Apesar disso, as Bolsas da Europa fecharam o pregão em alta, com o apoio das petroleiras, com exceção de Madri, que apresentou leve recuo.

Para o analista-chefe para mercados na CMC Markets, Michael Hewson, a sessão se mostrou “desarticulada” para as praças europeias. “Vimos uma modesta alta em grande parte devido à recuperação dos mercados dos Estados Unidos de suas mínimas intraday de quarta, o que ajudou a adicionar algum suporte aos preços”, avalia.

Paralelamente, os ganhos do petróleo no mercado futuro deram apoio às petroleiras em Londres nesta sessão. A BP e Antofagasta lideraram o avanço do índice, com alta em torno de 2,5%. A Bolsa de Londres fechou com alta de 0,35%, acompanhada pela Bolsa de Paris, com avanço de 0,45%.

Em Milão, o índice principal subiu 1,0%, e nas praças ibéricas, o PSI 20 fechou próximo à estabilidade, com alta de 0,01%, a, enquanto o índice espanhol caiu 0,05%, a 8.434,80, na leitura preliminar.

Juros

No mês passado, o banco iniciou um ciclo de alta de juros após anos de taxas baixíssimas, mas ainda assim os preços dos serviços, responsáveis por mais de dois terços do PIB da zona do euro, subiram 3,7% em julho em termos anuais, adicionando 1,6 ponto percentual ao resultado final

Os bens industriais ficaram 4,5% mais caros do que 12 meses antes, adicionando 1,16 ponto percentual ao resultado final.

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