Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026

Home Tecnologia Instagram alertará pais quando adolescentes pesquisarem sobre suicídio

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O Instagram informou que passará a notificar pais quando seus filhos adolescentes fizerem buscas repetidas, em um curto período, por termos relacionados a suicídio ou automutilação, informou a Agência Reuters. A medida ocorre em meio à pressão para que governos sigam a decisão da Austrália de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos, ampliando o debate internacional sobre os limites de idade e a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de jovens usuários.

O Reino Unido disse em janeiro que considera adotar restrições para proteger crianças online, após a iniciativa australiana anunciada em dezembro. Espanha, Grécia e Eslovênia também afirmaram nas últimas semanas que estudam limitar o acesso. As discussões nesses países envolvem desde a imposição de idades mínimas mais rígidas até a criação de mecanismos de verificação etária e maior responsabilização das empresas de tecnologia pelo conteúdo acessado por menores.

O Instagram, controlado pela Meta Platforms Inc., declarou que começará a enviar alertas a pais inscritos em sua configuração opcional de supervisão quando seus filhos tentarem acessar conteúdos ligados a suicídio ou automutilação. A ferramenta, segundo a empresa, pretende oferecer mais transparência sobre a atividade dos adolescentes na plataforma, sem permitir que os responsáveis visualizem diretamente o conteúdo das buscas realizadas.

“Esses alertas ampliam nosso trabalho para ajudar a proteger adolescentes de conteúdos potencialmente prejudiciais no Instagram”, disse a plataforma em comunicado. “Temos políticas rígidas contra material que promova ou glorifique suicídio ou automutilação.” A empresa acrescentou que mantém sistemas de moderação e tecnologia automatizada para identificar e remover conteúdos que violem suas diretrizes, além de direcionar usuários a recursos de apoio quando detecta termos sensíveis.

Segundo a empresa, os alertas começarão a ser enviados a partir da próxima semana para contas com supervisão ativada nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Austrália e no Canadá – e ficarão disponíveis em outras regiões ainda este ano. A nota não cita nenhuma previsão de chegada do recurso no Brasil, nem detalha se haverá adaptações específicas conforme a legislação local de cada país.

Riscos

Governos têm buscado cada vez mais medidas para proteger crianças de riscos online, especialmente após preocupações envolvendo o chatbot de inteligência artificial Grok, que gerou imagens sexualizadas sem consentimento. O episódio reacendeu discussões sobre a rapidez com que novas tecnologias são incorporadas às plataformas digitais e sobre a necessidade de salvaguardas adicionais para evitar abusos e exposição indevida de menores.

No Reino Unido, iniciativas para impedir que menores acessem sites pornográficos também levantaram questões sobre a privacidade de adultos e provocaram tensão com os Estados Unidos em relação a limites à liberdade de expressão e ao alcance da regulação. Especialistas apontam que medidas de verificação de idade podem exigir coleta adicional de dados, o que gera preocupações sobre armazenamento e uso dessas informações.

As chamadas “contas de adolescentes” do Instagram para menores de 16 anos exigem autorização dos pais para alterar configurações. Os responsáveis também podem ativar uma camada adicional de monitoramento, desde que haja concordância do jovem. A empresa afirma que essas ferramentas fazem parte de um conjunto mais amplo de recursos voltados à segurança, que inclui limites automáticos de contato com adultos desconhecidos e configurações padrão mais restritivas para novos usuários adolescentes.

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