Domingo, 21 de Abril de 2024

Home Rio Grande do Sul Intenção de consumo das famílias gaúchas tem queda de 1,3% em setembro

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O consumo das famílias do Rio Grande do Sul apresentou um recuo de 1,3% em setembro, na comparação com o mês anterior, e de 1% em relação ao mesmo mês do ano passado. A informação foi divulgada pela Fecomércio-RS nesta terça-feira (27) a edição da pesquisa de ICF-RS (Intenção de Consumo das Famílias do Rio Grande do Sul).

“Quando observamos a série histórica é possível perceber que há 13 meses o indicador apresenta relativa estabilidade no mesmo patamar do atual. Ainda que o mercado de trabalho tenha melhorado, a inflação e os juros em alta evitaram que a retomada da mobilidade através do controle da pandemia aumentasse de forma significativa a confiança das famílias”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Nos subíndices relacionados ao mercado de trabalho, a segurança com o emprego atual (96,4 pontos) aumentou 0,6% no mês e 8,4% na comparação com set/21. Já a renda atual apresentou a segunda queda marginal consecutiva ao variar -2,1%, e atingiu os 91,3 pontos. Em relação ao mesmo período de 2021 houve queda de 4,8%.

Em relação aos níveis de consumo, o nível atual de consumo (74,1 pontos) apresentou recuo marginal de 1,9%, ao passo que frete ao mesmo período do ano anterior houve aumento de 9,4%.

No acesso a crédito (92,4 pontos), o resultado marginal apresentou crescimento de 3,2%, enquanto que na comparação interanual houve queda de 3,3%. Por fim, dentro do rol de subíndices relacionados ao consumo, o momento para duráveis (38,3 pontos) teve queda de 1,3% em relação a agosto de 2022 e redução de 36,3% na comparação interanual.

As perspectivas de consumo e profissional apresentaram resultados em sentido opostos. Enquanto a primeira avançou 1,5% na margem (69,4 pontos) e 18,8% no ano, a segunda teve queda de 9,9% (63,4 pontos) e ficou estável na comparação interanual (-0,2%). A queda no indicador de perspectiva profissional é o fator que mais contribuiu para o comportamento do ICF no mês.

No entanto, é importante ter certa cautela no momento de avaliar o indicador. A pergunta aos entrevistados questiona se eles acreditam que terão alguma melhora profissional nos próximos meses, mas as respostas restringem-se a “sim”, “não” ou “não sabe/não respondeu”. Isto significa dizer que alguém que responde “não” pode prever piora, mas também estabilidade.

Ao se observar os resultados interanuais das componentes do ICF-RS, o que se observa, de modo geral, são altas cada vez menores, sugerindo a acomodação do índice depois de um período de recuperação sobre bases muito deprimidas. “Está ficando cada vez mais consolidada uma situação de estabilidade no ICF. No entanto, os níveis dos componentes ainda seguem baixos, traduzindo o ambiente de cautela para o consumo”, comentou Bohn.

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