Domingo, 21 de Abril de 2024

Home Brasil Investigações revelam plano para forjar flagrante contra prefeito do Rio

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As investigações da operação Águia na Cabeça que levaram às prisões dos delegados Allan Turnowski, ex-secretário estadual de Polícia Civil, e Maurício Demétrio, revelaram a tentativa de forjar um flagrante por corrupção contra o prefeito do Rio, Eduardo Paes, quando ele disputava o segundo turno das eleições municipais, em 23 de novembro de 2020. Demétrio, segundo o Grupo de Atuação Especializada em Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ), tentou armar um flagrante de entrega de dinheiro ao candidato, usando um aliado para acionar a Polícia Federal. A ideia, de acordo com as investigações, era prender Paes.

O prefeito Eduardo Paes (PSB), ao tomar conhecimento das tentativas de flagrante forjado contra ele, disse que os casos não podem ser tratados isoladamente e que cabe ao governador Cláudio Castro (PL) se pronunciar sobre o episódio, para esclarecer a relação com os envolvidos e demonstrar que “não tem nada com isso”. Paes, deu uma pausa no momento de confraternização e comentou as investigações e recentes prisões envolvendo o governo do estado.

“Tá na hora do governador parar de querer parecer o bonzinho né? Tem um conjunto de coisas acontecendo desde o governo Witzel… isso é uma máfia e está na hora do governador tomar alguma atitude ou então ele está mostrando que é líder desse negócio”, disse o prefeito.

Em nota, o governador Cláudio Castro ressalta que “sua experiência com Allan Turnowski está descrita nos números positivos alcançados na segurança pública enquanto o ex-secretário esteve no comando da Polícia Civil. Prova disso é que o Estado do Rio de Janeiro registra os menores índices de homicídios dos últimos 30 anos e vem, mês a mês, apresentando quedas dos principais indicadores criminais, que refletem em mais segurança para a população”.

Dados obtidos pela quebra de sigilo de 12 aparelhos celulares, apreendidos com Demétrio no ano passado, também comprovaram o planejamento de alguma medida investigativa em março do ano passado, novamente para atingir Eduardo Paes, que naquela ocasião estava cotado para disputar a sucessão do governador Cláudio Castro (PL), em chapa com o ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

No segundo episódio, de acordo com a denúncia do MPRJ contra os dois delegados, Demétrio cogitou, em conversa com Turnowski, então secretário de Polícia Civil, atingir Paes com o uso de um inquérito em andamento na 5ª DP (Mem de Sá). Turnowski respondeu que deveriam aguardar o inquérito avançar, mas que iria “olhar”. Nesse momento da conversa, Demétrio sugeriu “Decon”, a Delegacia do Consumidor, unidade especializada para a qual fora designado no mesmo período.

Paes afirma ter dito ao governador Cláudio Castro, “com todas as letras”, que os agentes públicos envolvidos nos flagrantes forjados têm ligações com milícias no Rio. Ele garantiu que forneceu nomes ao governador.

“Ele (governador) precisa demonstrar que não faz parte do esquema criminoso. Ele é o chefe do Poder Executivo, de onde saíram os agentes públicos que tentaram inviabilizar a minha candidatura. Ao mesmo tempo, as investigações devem prosseguir para identificar a cadeia de comando relacionada aos dois episódios”.

Em nota, o governador Cláudio Castro ressalta que “sua experiência com Allan Turnowski está descrita nos números positivos alcançados na segurança pública enquanto o ex-secretário esteve no comando da Polícia Civil. Prova disso é que o Estado do Rio de Janeiro registra os menores índices de homicídios dos últimos 30 anos e vem, mês a mês, apresentando quedas dos principais indicadores criminais, que refletem em mais segurança para a população.

Na gestão de Turnowski, foram investigados e solicitadas as prisões das principais lideranças do jogo do bicho, como Rogério Andrade, Bernardo Bello e José Escafura, o Piruinha, entre outros. Além disso, cerca de 1.300 milicianos foram presos pela força-tarefa de combate às milícias, criada por Turnowski por determinação do governador.

Castro defende cautela em relação a juízos de valores com base em trechos de conversas destacadas do processo antes do desfecho das investigações e do julgamento pela Justiça. Sobre as de declarações do prefeito Eduardo Paes, Cláudio Castro destaca que, apesar da atuação em lados opostos na política, preza por uma relação de cordialidade, diálogo e respeito, jamais corroborando com qualquer prática que atentasse contra sua moral.

Ele, porém, enfatiza que a responsabilidade por esclarecimentos sobre o caso cabem exclusivamente a Justiça”.

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