Domingo, 15 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de março de 2026
O Irã atacou os países do Golfo com mísseis e drones neste domingo (15), em meio a ameaças sobre a ampliação da guerra e pedidos para a retirada de civis de três importantes portos nos Emirados Árabes Unidos.
Teerã alega que os Emirados Árabes Unidos participam ativamente da guerra e acusou os EUA de usarem duas bases americanas no país do Golfo para atacar a ilha de Kharg, onde fica o principal terminal de petróleo do Irã, no sábado, 14.
Anwar Gargash, um assessor diplomático do governo dos Emirados Árabes Unidos, rejeitou a alegação iraniana de que os EUA usaram território ou espaço aéreo do país para seus ataques à ilha de Kharg.
Desde o começo da guerra, no dia 28 de fevereiro, Teerã disparou centenas de mísseis e drones contra seus vizinhos do Golfo — Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Omã.
O país afirma que seus vizinhos são alvos porque possuem bases americanas, embora ataques iranianos sejam relatados contra locais civis, como aeroportos e campos de petróleo. Apesar de defesas aéreas terem interceptado a maioria dos mísseis, a guerra causou danos significativos e abalou as economias do Golfo.
O chanceler do Irã, Abbas Araghch, afirmou ao jornal Al-Araby al-Jadeed, com sede em Londres, que o Irã está pronto para considerar qualquer proposta que inclua “o fim completo” da guerra e disse que esforços de mediação estão em andamento entre o Irã e seus vizinhos para reduzir a tensão.
Ele não deu nenhuma indicação sobre se houve progresso. A guerra está causando um enorme prejuízo econômico e de reputação aos países do Golfo, anteriormente vistos como seguros e estáveis.
Além dos ataques aos países vizinhos, o Irã bloqueou o tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma passagem entre o Irã e Omã que separa os maiores produtores mundiais de petróleo e gás natural de seus principais clientes.
Historicamente, cerca de 20 milhões de barris passam por ali diariamente. De acordo com a Agência Internacional de Energia, a guerra no Oriente Médio já causou a maior interrupção no fornecimento da história do mercado global de petróleo. (Com informações de O Estado de S.Paulo)