Domingo, 22 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 22 de março de 2026
Israel atacará “pessoalmente” todos os dirigentes do Irã, afirmou neste domingo (22) o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante visita a cidade de Arad, no sul, atingida por um míssil. Além de Arad, os mísseis iranianos atingiram no sábado (21) a cidade de Dimona, onde se acredita estar um arsenal nuclear não declarado de Israel. A cidade, no deserto do Negev, sofreu danos consideráveis devido ao impacto direto de um míssil.
“Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária Islâmica, essa quadrilha de criminosos”, disse na cidade de Arad, no sul de Israel, alvo na véspera de um ataque com mísseis iranianos. “Vamos atacá-los pessoalmente, seus dirigentes, suas instalações, seus ativos econômicos”, frisou.
Netanyahu visitou também esta localidade e orientou os moradores a seguir as instruções do Exército para buscar abrigo sempre que as sirenes alertarem para a chegada de mísseis.
“Toda a nação é uma linha da frente, toda a retaguarda é uma linha da frente. E quando estamos na linha da frente, cumprimos essas ordens”, afirmou.
Na madrugada deste domingo, pelo menos seis mísseis iranianos conseguiram furar também o sistema de defesa israelense e chegaram a explodir. A maioria dos incidentes deixo feridos leves, 175 deles tendo sido atendidos em hospitais. Um homem está em estado grave.
As Forças Armadas de Israel afirmaram que o Domo de Ferro, o sistema sofisticado que o país para interceptar mísseis que entrem em seu território, está funcionando com a taxa de eficácia esperada. Cerca de 92% dos disparos dos mais de 400 disparos oriundos do Irã foram interceptados, afirmou um porta-voz militar.
Estreito de Ormuz
O Exército iraniano advertiu neste domingo (noite de sábado em Brasília) que atacará a infraestrutura da região do Golfo Pérsico e ameaçou fechar completamente o Estreito de Ormuz caso o presidente americano, Donald Trump, ataque as centrais de energia elétrica do país. O comunicado foi emitido após Trump dar ao Irã um prazo de 48 horas para que o país reabrisse o estratégico estreito, que foi bloqueado no início da guerra no Oriente Médio.
“Se a infraestrutura iraniana de combustível e energia for violada pelo inimigo, toda a infraestrutura de energia, tecnologia da informação e dessalinização dos Estados Unidos e do regime na região será atacada”, declarou o porta-voz do comando operacional do Exército, Khatam Al Anbiya, em um comunicado divulgado pela agência Fars. “O Estreito de Ormuz será totalmente fechado e não voltará a ser reaberto até que as nossas usinas destruídas tenham sido reconstruídas”.
Na última semana, Trump criticou aliados europeus pela recusa em se unirem a uma ofensiva militar no estreito, e se vê sem opções efetivas para garantir a passagem dos navios. Na noite de sábado, deu um novo ultimato a Teerã:
“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, escreveu Trump em sua rede social, o Truth Social.