Sábado, 04 de Abril de 2026

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O Parlamento de Israel aprovou uma lei que prevê pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais.

Logo após a aprovação, no dia 30 de março, organizações de direitos humanos de Israel e de países europeus condenaram a proposta. Grupos israelenses também entraram com petições na Suprema Corte do país para tentar barrar a lei.

A norma prevê pena de morte por enforcamento. O método foi escolhido após a Associação Médica de Israel (IMA, na sigla em inglês) se posicionar contra a pena de morte e dizer que não aplicaria injeções letais nesses casos.

Os defensores da lei, inclusive, usam um broche com um símbolo de forca. O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, estava com o broche quando comemorou a aprovação da lei estourando champanhe no Parlamento.

Eles defendem que a pena de morte vai impedir que palestinos façam ataques mortais contra israelenses. Mas organizações de direitos humanos negam que a pena de morte tenha esse efeito.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que “o enforcamento equivale a tortura ou outra punição cruel, desumana ou degradante, de acordo com o direito internacional”.

Uma pessoa pode demorar até 45 minutos para morrer com o método, segundo a Death Penalty Information Center, organização norte-americana sem fins lucrativos.

O Conselho Europeu, órgão da União Europeia, chamou a lei de “grave retrocesso” e afirmou estar “profundamente preocupado com seu o caráter discriminatório”.

(Com informações do G1)

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