Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

Home Mundo Japão faz convite para que o Brasil volte à cúpula do G7

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado pelo primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, para participar da cúpula do G7, que acontece em Hiroshima entre os dias 19 e 21 de maio. O convite foi oficializado durante uma conversa por telefone, na noite desta quinta-feira.

O Japão já havia sinalizado que convidaria o presidente brasileiro para o encontro. O G7 reúne os países mais industrializados do mundo e é formado pelos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Itália, França e Alemanha, além do Japão. O colegiado costuma convidar países em desenvolvimento para as reuniões.

O Brasil participou das cúpulas do G7 de 2004 a 2009, durante os dois mandatos de Lula. Essa seria a primeira participação do país na reunião desde então.

Conjuntura internacional

Durante a conversa, Lula e o primeiro-ministro trataram sobre a conjuntura internacional nas Américas e na Ásia, além da guerra na Ucrânia. Lula tem tentado juntar países para discutir a paz e buscar uma solução para o conflito.

Segundo a embaixada do Japão, o primeiro-ministro expressou uma “expectativa pelo papel ativo de Lula na reunião” e dialogaram sobre os temas bilaterais e internacionais. Os dois concordaram em fortalecer ainda mais a relação entre Brasil e Japão. “Acredito que a confiança e a amizade estabelecidas através da conversa telefônica entre os líderes servem como a base para o fortalecimento das relações bilaterais”, escreveu o embaixador do Japão no Brasil, Hayashi Teiji.

Lula embarca para a China na terça-feira (11), depois de cancelar a sua ida ao país asiático em razão de uma pneumonia bacteriana. Há, ainda, viagens organizadas para Portugal e Espanha no final do mês. Retomar os diálogos internacionais e colocar o Brasil em posição estratégica no diálogo internacional é uma das prioridades do presidente neste mandato.

Pequim

A agenda de Lula na China é considerada uma prioridade para o governo brasileiro devido à importância estratégica do país, que é o principal parceiro comercial do Brasil, e para reforçar ao país a intenção do governo de inaugurar um novo momento das relações comercias com os chineses, desgastadas durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Em Pequim, Lula terá uma reunião bilateral com o líder chinês Xi Jinping, prevista para o dia 14 de abril. Na véspera, ele estará em Xangai onde deve participar de uma cerimônia simbólica de posse da ex-presidente Dilma Rousseff como presidente do Brics.

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