Terça-feira, 17 de Maio de 2022

Home em foco Joe Biden confisca 7 bilhões de dólares do Afeganistão para ajuda humanitária e vítimas do 11 de setembro

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Cerca de metade dessa quantia será destinada a pedidos de indenização das famílias das vítimas dos atentados do 11 de Setembro, e o restante, para ajuda humanitária no Afeganistão, mas de forma que o dinheiro não caia nas mãos do Talibã.

O presidente Joe Biden assinou, nesta sexta-feira (11), um decreto que permite aos Estados Unidos dispor de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) do Banco Central do Afeganistão depositados em instituições financeiras americanas, informou a Casa Branca.

Portanto, os EUA tomarão posse de ativos de outro Estado. Biden solicita que esses recursos sejam depositados em uma conta do Federal Reserve de Nova York, um dos bancos do Fed, o banco central do país.

O presidente quer que cerca de metade dessa quantia seja destinada a pedidos de indenização das famílias das vítimas dos atentados do 11 de Setembro, e o restante, para ajuda humanitária no Afeganistão, mas de forma que o dinheiro não caia nas mãos do Talibã, explicou a Casa Branca.

“É muito importante poder pegar US$ 3,5 bilhões e garantir que sejam usados em benefício do povo afegão”, disse um funcionário da Casa Branca em coletiva de imprensa.

Ele acrescentou que o objetivo é também garantir que as famílias das vítimas do terrorismo “possam ter suas vozes ouvidas” perante a Justiça federal americana. Biden reconheceu, porém, que se trata de uma situação “judicialmente complicada” e que este anúncio é apenas o começo de um procedimento que pode levar meses.

O caminho escolhido por Biden para obter esses fundos afegãos certamente gerará polêmica, em um momento em que o Afeganistão passa por uma grave crise humanitária.

As reservas brutas do Banco Central do Afeganistão, no final de abril de 2021, eram de 9,4 bilhões de dólares, segundo o Fundo Monetário Internacional.

Essa quantia, depositada antes dos talibãs retomarem o poder em agosto do ano passado, está principalmente no exterior, sendo a maior parte nos Estados Unidos.

Para justificar a decisão, o governo dos EUA aponta que essas reservas vieram em parte da ajuda internacional, em especial dos americanos, recebida pelo Afeganistão.

Ucrânia em pauta

O presidente americano Joe Biden conversou por telefone nesta sexta-feira (11) sobre a crise da Rússia com os líderes de Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Polônia e Romênia, além dos chefes da Otan e da União Europeia (UE). Paralelamente, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, alertou novamente que um ataque russo pode começar a qualquer momento.

Os líderes dos países ocidentais reunidos prometeram sanções “rápidas e severas” se Moscou invadir a Ucrânia, segundo informou no Twitter o porta-voz do chanceler alemão, Olaf Scholz. “Todos os esforços diplomáticos buscam persuadir a Rússia a ir para a desescalada. O objetivo é impedir uma guerra na Europa”, acrescentou.

Após a reunião de líderes, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson juntou-se a outras nações para instar seus cidadãos a deixar a Ucrânia.

Ele disse na reunião que teme pela segurança da Europa e enfatizou a necessidade de “um pacote pesado de sanções econômicas pronto para ser lançado, caso a Rússia tome a decisão devastadora e destrutiva de invadir a Ucrânia”, disse seu gabinete.

Moscou, enquanto isso, disse que as respostas enviadas esta semana pela UE e pela Otan às suas demandas de segurança mostravam “desrespeito”.

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