Quinta-feira, 30 de Maio de 2024

Home Esporte Jogadoras da Seleção Brasileira de vôlei celebram vice-campeonato mundial e momento de renovação

Compartilhe esta notícia:

As integrantes da Seleção Brasileira feminina de vôlei valorizaram a campanha do time no Mundial, finalizado neste sábado. O time foi derrotado na decisão pela favorita Sérvia (3 sets a 0), ficando com a prata. Quase todas as atletas falaram sobre o momento de renovação da equipe e a esperança de seguir nesse ritmo intenso nas próximas competições.

“Temos que valorizar muito essa medalha. Foram duas finais para o nosso grupo nessa temporada, na Liga das Nações e no Campeonato Mundial”, afirmou a ponteira Gabi, capitã da equipe.

Ela acrescentou: “Queríamos muito esse ouro, foi um grupo que mostrou uma força e uma união muito grandes nos momentos de dificuldade que passamos nessa competição. É uma equipe que não desistiu em momento algum.”

A central Carol foi outra a celebrar a campanha: “Estou feliz pela nossa campanha e, principalmente, com a nossa atitude na competição. Não saímos satisfeitas. Queríamos o ouro e esse título inédito, mas valorizamos muito essa prata pelo trabalho do grupo. Temos um grupo forte e podemos fazer ainda mais. O time está todo de parabéns”.

Veterana em meio a tantas jovens jogadoras, Carol Gattaz voltou à equipe para disputar o Mundial e não se arrependeu. “Tenho muita gratidão por estar nesse grupo. Fui muito bem recebida e fizemos uma campanha incrível. Foi muita batalha de um time sem vaidade, com cada uma torcendo muito pela outra. Queríamos o ouro, mas foi um grande resultado. Vou seguir me doando para estar pronta para defender o Brasil.”

Apesar da decepção, o vice-campeonato não deve deixar sabor amargo para o Brasil. Em processo de renovação, após a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano passado, o time nacional estava fora da lista dos favoritos nesta edição do Mundial. A chegada à final surpreendeu o próprio Zé Roberto, que comemorou quase como uma criança as surpreendentes vitórias sobre Japão e Itália, nas quartas de final e na semifinal, respectivamente.

Como foi a decisão

O Brasil foi batido pela Sérvia com parciais de 26/24, 25/22 e 25/17, em partida disputada na cidade de Apeldoorn, Holanda. Foi a quarta vez que o time feminino nacional perdeu uma decisão de Mundial – nunca conquistou o ouro no torneio. Já a equipe europeia se sagrou bicampeã, desta vez de forma invicta.

O triunfo foi temperado com uma atuação de gala no terceiro set, quando as sérvias arrasaram as brasileiras, sem dar qualquer chance de reação.

Zé Roberto evitou surpresas na escalação. Manteve Rosamaria no lugar de Pri Daroit, como vinha fazendo, e colocou em quadra a líbero Nyeme, ao lado também de Macris, Lorenne, Gabi, Carol e Carol Gattaz. Ao longo da partida, o treinador colocou em quadra Kisy, Roberta, Tainara e Pri Daroit.

Com a confiança em alta após a dura vitória sobre a Itália, a seleção brasileira começou bem ao aproveitar os seguidos erros de passe da Sérvia no primeiro set. Mas a vantagem foi embora rapidamente e as sérvias viraram em 11/10. Boskovic liderava o time europeu, que se destacava também nos bloqueios – somente Rosamaria parou três vezes neste sólido fundamento das rivais.

O triunfo na primeira parcial fez a Sérvia desacelerar no início do segundo set. E o Brasil abriu 6/2. Somente nesta parcial as brasileiras conseguiram faturar seu primeiro ponto de bloqueio na partida. No entanto, a seleção sérvia passou a reduzir a desvantagem no marcador e cresceu novamente no duelo. A equipe europeia empatou em 16/16 e virou para 19/16.

Sem desanimar, o time brasileiro reagiu prontamente e igualou em 22/22. Porém, a solidez do bloqueio sérvio voltou a ser decisivo no set. E o set point foi sacramentado com ponto neste fundamento. A Sérvia fazia 2 sets a 0 na final e o Brasil não encontrava um caminho para reagir, apesar dos seguidos erros cometidos pela equipe adversária.

Em situação delicada na decisão, Zé Roberto trocou a levantadora Macris por Roberta e colocou Tainara em quadra. As alterações deram efeito rápido, mas não mudaram o panorama do confronto. As sérvias assumiram a ponta no marcador logo no início do terceiro set e não foram mais alcançadas pelas brasileiras.

A diferença chegou a sete pontos, sob a liderança de Boskovic, atleta poupada na Liga das Nações para poder chegar em seu auge no Mundial. Nesta final, ela foi a maior pontuadora, com nada menos que 24 pontos. Pelo Brasil, Lorenne, Gabi e Carol anotaram nove pontos cada.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Esporte

Fórmula 1 alega exigência de mercado, mas garante que 24 GPs por ano “é limite máximo”
Brasil encerra campanha no Mundial feminino de vôlei com atuação parecida à da final dos Jogos de Tóquio
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play

No Ar: Pampa Na Tarde