Segunda-feira, 06 de Abril de 2026

Home Flávio Pereira Jorge Messias, sobre os condenados pelo 8 de Janeiro: “Alexandre de Moraes decretou a prisão destas pessoas a meu pedido”

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Nome indicado pelo presidente Lula para ocupar uma vaga de ministro do STF, o discurso de Jorge Messias até então, mostrava alguém alinhadíssimo à pauta Nós x Eles, reiterando sua posição contrária à Anistia para os condenados pela baderna do 8 de Janeiro. No programa Bom Dia ministro, Messias lembrou com orgulho que, como  Advogado Geral da União, pediu  a prisão dos participantes da baderna do dia 8 de Janeiro de 2023:

-Nós pedimos a prisão preventiva em flagrante. A prisão foi pedida por mim como Advogado Geral da União ao ministro Alexandre de Moraes e ele decretou a prisão destas pessoas, a meu pedido”, disse um orgulhoso Jorge Messias.

Essa posição, diferente do discurso conciliador de agora,  dever ser levada em conta pelos Senadores, num momento em que o Senado tem a oportunidade de recuperar a credibilidade da sociedade e retomar sua condição de poder independente, como determina a Constituição.

Ainda faltam votos para Messias na CCJ

O mais recente levantamento do Estadão indica que o ambiente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se tornou mais favorável a Jorge Messias, embora ainda não haja votos suficientes para garantir o apoio necessário do colegiado. Essa etapa precisa ser vencida antes da votação pelo plenário.

O placar da última sexta-feira, 3, apontava nove votos favoráveis ao nome de Messias na CCJ, onde são necessários ao menos 14 dos 27 votos para a aprovação. Há oito senadores contrários e um indeciso.

Fernando Schüler e a condenação de empresário a 14 anos por Pix de R$ 500

No Estadão, o professor, filósofo e escritor gaúcho Fernando Schüler comentou sábado (04) sobre o caso do empresário Alcides Hahn,71 anos, condenado a  14 anos de prisão em regime fechado pela transferência de R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília para 8 de Janeiro de 2023:

“ Alguém pode sugerir que ele “sabia de tudo”. Sabia que aquelas pessoas iriam ocupar a Esplanada, que uma parte iria sair do controle, invadir os prédios, pintar aquela estátua com o batom vermelho e tudo mais.

Só um País domesticado, que perdeu completamente o senso republicano, é incapaz de perceber o elemento absurdo em tudo isso. Alcides Hahn, assim como outros pequenos empresários, condenados do mesmo jeito, não cometeu crime nenhum. Não foi a Brasília, não quebrou nada, não tentou dar nenhum golpe. Ele é apenas parte de uma multidão amarrada por um conceito. O crime-conceito. O delito que não precisa de objetividade ou enquadramento a nenhum tipo penal específico. Precisa apenas de uma fundamentação. De um “entendimento” bem-amarrado. E está tudo ok. “Individualmente”, leio em uma matéria, “Hahn não cometeu nenhum delito”, mas fazia parte da “multidão”. A multidão criminosa, autora da “trama golpista”, o grande crime “multitudinário”.

A história toda me lembrou do filósofo italiano Giorgio Agamben e sua tese sobre o “estado de exceção”. Muito do que se passa no Brasil refere-se exatamente a isto. A esta zona cinzenta entre o que é legal e o que é meramente político. Ou ainda: entre o que é “ilegal”, mas que por efeito de alguma necessidade ou razão de Estado, definida pelo próprio poder, se converte em “perfeitamente jurídico e constitucional”. É tudo que vivemos, no Brasil dos últimos anos. Um inquérito que nasce de modo “heterodoxo”, em 2019, e se desdobra, indefinidamente. O universo dos direitos individuais não mais delimitados pela regra escrita, mas oscilando, ao gosto do poder, sobre camadas opacas de “interpretações” e “entendimentos””, comenta Fernando Schüler.

Manchetes que parecem Fake News

Algumas manchetes dos últimos dias envolvendo ministros do STF parecem fake News, não fosse o fato de terem sido estampadas pelo Estadão, e  O Globo:

– Mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes foram extraídas e periciadas pela PF. Ministro Moraes nega ter recebido as mensagens.

– Advogada do Banco Master deu carona em voo particular para Trancoso a filhos de Nunes Marques.

– Voos de Moraes em aeronaves de empresas ligadas a Vorcaro custariam cerca de R$ 1 milhão.

– Nunes Marques e mulher viajaram para festa em Maceió em voo bancado por advogada do Banco Master.

– Toffoli usou aviões de empresários para três viagens ao Tayayá, indicam documentos.

– Moraes viajou em jatos de empresa de Daniel Vorcaro pelo menos oito vezes no ano passado.

-Master: Vorcaro relatou estar com Alexandre de Moraes em datas próximas a voos em jatinhos.

Presidenciáveis no Fórum da Liberdade

O Fórum da Liberdade, evento que ocorrerá na quinta (9) e sexta-feira (10), na PUCRS já confirmou a presença de mais um presidenciável. O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD)  estará nesta semana em Porto Alegre.  Romeu Zema (Novo), assim como Aldo Rebelo (DC) também confirmaram. Na quinta-feira (02), o presidente do PL gaúcho confirmou a presença do senador Flavio Bolsonaro.

Ordem do Mérito Militar para o Desembargador Amílcar Macedo

O Desembargador Militar Amílcar Macedo, atual Corregedor Geral do Tribunal de Justiça Militar do Estado,  será distinguido com a medalha da Ordem do Mérito Militar concedida pelo Comando do Exército. A homenagem acontece dia 17 de abril em solenidade no Comando Militar do Sul, em Porto Alegre alusiva ao Dia do Exército

Imaturo, Eduardo Bolsonaro pode acabar mais uma vez com uma eleição resolvida

A divisão da direita tem sido o maior trunfo do presidente Lula para vencer a eleição deste ano. Nesse quesito, Eduardo Bolsonaro tem sido o seu camisa 10.

Quando um consenso se encaminhava para o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o ego de Eduardo falou mais alto e a unidade da direita desmoronou, até ser reconstruída com o nome do senador Flavio Bolsonaro que já aparece como líder  no primeiro turno em algumas pesquisas.

Agora, uma disputa de egos de Eduardo com Nikolas Ferreira fragmentou novamente a direita. A pronta intervenção de Flávio Bolsonaro estancou por ora o problema.

O diagnóstico feito lá atrás pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao site Poder 360 continua atual:

 Ele (Eduardo Bolsonaro), apesar de ter feito quarenta anos agora, né… não é tão maduro assim”, afirmou Jair Bolsonaro.

Por Flavio Pereira.

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