Domingo, 07 de Agosto de 2022

Home em foco Jovens gaúchos com até 29 anos ocupam quase 90% das vagas de emprego com carteira assinada criadas no Estado no período de um ano

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Dos 154,3 mil novos vínculos formais de trabalho criados no Rio Grande do Sul entre novembro de 2020 e novembro de 2021, quase 90% (88,4%, mais precisamente) foram preenchidos por jovens com até 29 anos de idade.

A faixa etária entre 18 e 24 anos foi a responsável pelo maior percentual (55,8%), seguido da faixa até 18 anos (19,1%) e dos (as) adultos (as) entre 25 e 29 anos (13,1%). Na outra ponta etária, a população de 50 a 64 anos (-5,8%) e de 65 anos ou mais (-2,8%) teve saldos negativos de empregos formais, reduzindo sua presença nesse mercado ao longo do período.

Em novembro de 2021, o número total de vínculos formais de trabalho no RS atingiu um estoque de 2,63 milhões de postos, um aumento de 6,2% em relação a novembro de 2020. A variação percentual ficou abaixo da registrada no País (7,3%), e em 24º lugar no ranking dos Estados brasileiros, à frente de Rondônia, Rio de Janeiro e Sergipe.

Quanto à escolaridade dos ocupantes dos novos empregos, 59,3% tinham Ensino Médio completo, enquanto 54,1% do total era representado por mulheres.

Conforme o estudo do DEE/SPGG, esses dados relativos aos empregos formais gerados em 12 meses contrastam com os do estoque de empregos ao final de 2020, apurados em outra pesquisa (Rais), também do Ministério do Trabalho e Previdência. Nela, as mulheres ocupavam 46,2% do total de vínculos formais de trabalho, e os jovens de até 29 anos detinham 28,1% de participação no total.

“O viés etário na expansão do emprego formal merece especial atenção, uma vez que o emprego dos mais jovens se associa a remunerações mais baixas, contratos menos duradouros e engajamento de indivíduos com pouca experiência no exercício de suas funções”, pondera o pesquisador Guilherme Xavier Sobrinho.

Emprego formal por setor

Em relação ao mercado formal de trabalho por setor, a Indústria conquistou a maior variação percentual no número de empregos entre novembro de 2020 e novembro de 2021, com uma expansão de 7,7%, seguida pelo Comércio (+6,4%), Serviços (+5,7%), Construção (+4,3%) e Agropecuária (+3,9%).

Mesmo com um percentual de crescimento abaixo da média de todos os setores, os Serviços, principal setor na estrutura do emprego, geraram o maior número absoluto de novos vínculos.

Em uma classificação em 21 segmentos da economia, a Indústria de Transformação, a mais significativa na economia gaúcha, tinha em novembro de 2021 o maior estoque de empregos formais do Estado, com 669.742 postos, uma alta de 8,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, seguida de perto pelo segmento de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (633.856; +6,4%). Os dois juntos representaram a criação de 88.031 empregos formais no período, metade do total do Estado.

Dentro da Indústria de Transformação, o destaque em números absolutos de novos postos, nos 12 meses, foi para a Fabricação de máquinas e equipamentos, com mais 10.332 vínculos, seguido da Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados, que somou mais 9.453 vagas, e da Fabricação de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos), com mais 5.956 postos.

Por região

Considerando as vagas formais geradas em 12 meses (novembro de 2020 a novembro de 2021) e a divisão do Estado em nove Regiões Funcionais (RFs) para fins de planejamento, a RF 4, que abrange o Litoral Norte, liderou o aumento no estoque de empregos formais, com alta de 10,7% no período, seguida da RF 3, das regiões da Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, com 7,3%.

A RF 5, da região de Pelotas e Rio Grande, teve o percentual mais baixo de crescimento (+4,9%), seguida de perto pela RF 6, que abrange a Fronteira Oeste e a Campanha (+5,2%), região com maior participação da agropecuária na economia.

Pandemia

Um destaque especial do boletim mostra a evolução da presença dos jovens no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul durante a pandemia.

O grupo da faixa etária entre 15 e 29 anos apresentou uma redução na participação, de 72,8% no quarto trimestre de 2019 para 67% no terceiro trimestre de 2020, retomando participação desde então, chegando a 71,3% no terceiro trimestre de 2021.

Houve aumento na parcela de jovens que somente estudavam, de 18% no 4º trimestre de 2019 para 20,7% no 3º trimestre de 2020, com redução para 18,7% no 3º trimestre de 2021, e dos que nem estudavam e nem participavam do mercado de trabalho de 9,2% no 4º trimestre de 2019 para 12,3% no 3º trimestre de 2020, voltando a reduzir para 10% no 3º trimestre de 2021.

Esse segmento configura situação de exclusão social e teve no seu ápice, no 3º trimestre de 2020, 302 mil pessoas no Rio Grande do Sul.

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