Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 24 de fevereiro de 2026

Na Restinga, periferia de Porto Alegre marcada por desafios sociais e econômicos, 160 crianças e adolescentes terão a oportunidade de encontrar no judô mais do que um esporte: um caminho de disciplina, autoestima e novas perspectivas de vida. É com esse propósito que o Centro Renascer da Esperança, com patrocínio da CEEE Equatorial, lança o projeto Renascer Judocando, cuja aula inaugural está marcada para esta quarta-feira (25/2), às 9h, na sede da instituição.
Viabilizado pelo Pró-Esporte RS – Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, o projeto conta com investimento de mais de R$ 198 mil e parceria da Federação Gaúcha de Judô, além do apoio de empresas como Desco Atacado e Blue Ville. Durante um ano, jovens entre 5 e 17 anos terão aulas duas vezes por semana, divididos em categorias conforme a faixa etária. O investimento inclui ainda materiais esportivos e alimentação, garantindo condições adequadas para a prática.
O Centro Renascer da Esperança, fundado em 1996 por Rozeli da Silva, nasceu do sonho de retirar crianças das ruas e oferecer alternativas de futuro. Hoje, atende mais de 300 jovens diariamente com oficinas culturais, esportivas e reforço escolar. Para Rozeli, o judô amplia esse impacto: “Quando oferecemos esporte, oferecemos disciplina, autoestima e perspectiva de futuro. O judô ensina respeito, equilíbrio e superação, valores que levamos para a vida inteira”, afirma.
A CEEE Equatorial reforça seu papel como parceira de iniciativas sociais. Para Luciana Hoffmann, analista de Responsabilidade Social, apoiar o projeto é investir diretamente no futuro: “Acreditamos no poder transformador do esporte como instrumento de cidadania. Esse projeto fortalece comunidades e abre oportunidades concretas para crianças e adolescentes”.
As aulas de judô do Renascer Judocando representa a união entre comunidade e instituições, criando um espaço onde jovens podem vislumbrar novas trajetórias. A aula inaugural será também um momento de celebração coletiva, marcando o início de uma experiência que promete transformar vidas na Restinga e reafirmar o papel do esporte como vetor de desenvolvimento humano. (Por Gisele Flores)