Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026

Home Rio Grande do Sul Justiça do Rio Grande do Sul manda revisar caso de morte de homem em surto durante abordagem

Compartilhe esta notícia:

O Tribunal de Justiça do Grande do Sul determinou a revisão do pedido de arquivamento do caso do homem em surto que foi morto durante abordagem da Brigada Militar, em Porto Alegre. O inquérito apura a morte de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, em setembro de 2025.

Em dezembro, o Ministério Público solicitou o arquivamento do caso, alegando legítima defesa dos policiais envolvidos. No entanto, a Justiça entendeu que ainda existem dúvidas relevantes sobre a versão apresentada pelos agentes.

A decisão destacou que imagens das câmeras corporais dos policiais mostram a vítima sendo imobilizada por familiares antes dos disparos. Além disso, áudios captados durante a ação sugerem predisposição ao uso da força e a dinâmica dos tiros mostra que foram realizados à curta distância e em regiões vitais, mesmo com Herick desarmado.

Conforme a juíza Anna Alice da Rosa Schuh, do 1º Juizado da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, para o arquivamento por legítima defesa, é necessário que não haja controvérsias sobre os fatos, o que não se verifica neste caso.

Os autos serão remetidos ao Procurador-Geral de Justiça, que decidirá se apresenta denúncia contra os policiais, designa outro órgão do Ministério Público para analisar o caso ou mantém o pedido de arquivamento.

Relembre o caso

De acordo com a Brigada Militar, policiais foram chamados para atender uma ocorrência de violência doméstica, no bairro Parque Santa Fé, em 15 de setembro. Ao chegarem no local, uma mulher relatou que o filho era esquizofrênico e teria feito uso de cocaína. A mulher ainda disse que ele a teria agredido, além de ameaçar tirar a própria vida.

Os policiais relataram que tentaram conter o homem, inicialmente, por meio da verbalização. Depois, utilizaram dois disparos de arma de incapacitação neuromuscular (taser). Porém, os agentes informaram que nenhum dos dois teve o efeito esperado.

A BM disse que o homem continuou a investir contra os policiais, que, então, disparam com arma de fogo. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas ele morreu no local.

A Corregedoria-Geral da Brigada Militar concluiu que os policiais envolvidos agiram em legítima defesa. O inquérito foi remetido à Justiça Militar do Estado para as providências.

A família do jovem, contudo, contesta a versão. Segundo a defesa, o jovem já havia sido imobilizado pelos familiares quando os policiais ordenaram que se afastassem dele. Após, os agentes teriam efetuado quatro disparos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Home Rio Grande do Sul Justiça do Rio Grande do Sul manda revisar caso de morte de homem em surto durante abordagem

Compartilhe esta notícia:

O Tribunal de Justiça do Grande do Sul determinou a revisão do pedido de arquivamento do caso do homem em surto que foi morto durante abordagem da Brigada Militar, em Porto Alegre. O inquérito apura a morte de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, em setembro de 2025.

Em dezembro, o Ministério Público solicitou o arquivamento do caso, alegando legítima defesa dos policiais envolvidos. No entanto, a Justiça entendeu que ainda existem dúvidas relevantes sobre a versão apresentada pelos agentes.

A decisão destacou que imagens das câmeras corporais dos policiais mostram a vítima sendo imobilizada por familiares antes dos disparos. Além disso, áudios captados durante a ação sugerem predisposição ao uso da força e a dinâmica dos tiros mostra que foram realizados à curta distância e em regiões vitais, mesmo com Herick desarmado.

Conforme a juíza Anna Alice da Rosa Schuh, do 1º Juizado da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, para o arquivamento por legítima defesa, é necessário que não haja controvérsias sobre os fatos, o que não se verifica neste caso.

Os autos serão remetidos ao Procurador-Geral de Justiça, que decidirá se apresenta denúncia contra os policiais, designa outro órgão do Ministério Público para analisar o caso ou mantém o pedido de arquivamento.

Relembre o caso

De acordo com a Brigada Militar, policiais foram chamados para atender uma ocorrência de violência doméstica, no bairro Parque Santa Fé, em 15 de setembro. Ao chegarem no local, uma mulher relatou que o filho era esquizofrênico e teria feito uso de cocaína. A mulher ainda disse que ele a teria agredido, além de ameaçar tirar a própria vida.

Os policiais relataram que tentaram conter o homem, inicialmente, por meio da verbalização. Depois, utilizaram dois disparos de arma de incapacitação neuromuscular (taser). Porém, os agentes informaram que nenhum dos dois teve o efeito esperado.

A BM disse que o homem continuou a investir contra os policiais, que, então, disparam com arma de fogo. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas ele morreu no local.

A Corregedoria-Geral da Brigada Militar concluiu que os policiais envolvidos agiram em legítima defesa. O inquérito foi remetido à Justiça Militar do Estado para as providências.

A família do jovem, contudo, contesta a versão. Segundo a defesa, o jovem já havia sido imobilizado pelos familiares quando os policiais ordenaram que se afastassem dele. Após, os agentes teriam efetuado quatro disparos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Justiça do Rio Grande do Sul manda revisar caso de morte de homem em surto durante abordagem
Justiça do Rio Grande do Sul manda revisar caso de morte de homem em surto durante abordagem
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa na Tarde