Sexta-feira, 19 de Julho de 2024

Home Variedades Leilão de obras de arte de R$ 37 milhões do grupo Renault revolta artistas e herdeiros

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Um leilão de obras de arte do século XX do acervo do grupo automobilístico Renault tem causado polêmica entre artistas e herdeiros. A Christie’s está leiloando 33 obras de artistas como Victor Vasarely, Jean Dubuffet, Robert Rauschenberg, Sam Francis, Niki de Saint-Phalle, Jean Tinguely, Jean Fautrier, Tapiès, Pierre Alechinsky, Miró, Calder, Jesús Rafael Soto e Julio Le Parc, bem como desenhos de Henri Michaux.

A estimativa total do acervo está entre “4,5 milhões e 6,5 milhões de euros” (aproximadamente entre R$ 25,8 milhões e R$ 37,3 milhões), disse à AFP Paul Nyzam, chefe do departamento de pós-guerra e arte contemporânea da casa de leilões.

Claude Renard foi o responsável, dentro do grupo Renault, pela criação desta primeira coleção de mecenato industrial na França na década de 1960.

“É uma traição ao espírito desta coleção (composta por 550 peças), claramente destinada aos colaboradores da empresa e ao público em geral através de exposições, e aos artistas que só aceitaram colaborar com a Renault porque não deveria ser dispersada ou revendido”, denuncia Delphine Renard, filha do especialista.

Segundo Delphine, nos anos 1960, os contratos com os artistas estipulavam que as suas obras não deveriam ser objeto de qualquer publicidade ou operação comercial. Ela pediu à ministra da Cultura da França, Rachida Dati, que impedisse a venda.

Numa coluna recente publicada no jornal Le Monde, cerca de quinze artistas e representantes de vários espólios, incluindo os de Niki de Saint-Phalle e Jean Tinguely, afirmam que se opõem “categoricamente” à “dispersão de uma parte importante desta coleção”.

“Será colocado à venda apenas um fragmento, ou seja, 10% do acervo composto por 350 obras, incluindo uma série de estudos de Vasarely dedicados ao famoso losango da marca, além de um fundo fotográfico de 200 peças, guardado em um armazém e que não são vistos pelo público em geral há cerca de trinta anos”, explicou o grupo.

A Renault garantiu que criará um fundo para preservar e expor o restante das obras, bem como para apoiar a arte urbana atual. A Renault inspirou-se nas fundações filantrópicas de grandes magnatas e empresas americanas para promover o seu trabalho de mecenato.

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