HomePolíticaLíder do governo, Paulo Pimenta anuncia avanço na renegociação das dívidas rurais, e proposta pode ser votada nesta quarta-feira
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Redação Rádio Pampa
| 26 de maio de 2026
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O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT), reuniu-se nesta terça-feira com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tratar dos detalhes da proposta de renegociação das dívidas dos produtores rurais gaúchos. O tema aguarda a votação do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
Também participaram da reunião os deputados Bohn Gass (PT) e Pedro Westphalen (PP).
Após o encontro, Paulo Pimenta afirmou ao jornalista Flávio Pereira que houve avanço nas negociações para permitir a votação da proposta ainda nesta quarta-feira (27), tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.
“Avançamos bastante nesta reunião com o ministro Durigan para que possamos votar o texto do relator Renan Calheiros ainda nesta quarta-feira”, afirmou o parlamentar.
Segundo Pimenta, a articulação também prevê a possibilidade de apreciação da proposta nos plenários das duas Casas no mesmo dia.
De acordo com o líder do governo, a negociação em andamento prevê dois anos de carência, prazo de até dez anos para pagamento das dívidas e escalonamento das taxas de juros conforme o porte dos produtores rurais.
“O que estamos negociando com o governo projeta uma carência de dois anos, prazo de pagamento de até dez anos e juros diferenciados entre pequenos, médios e grandes produtores, pontos que ainda serão definidos nas negociações”, explicou.
Paulo Pimenta destacou ainda que o governo busca criar critérios específicos para produtores atingidos por eventos climáticos extremos, especialmente no Rio Grande do Sul.
“Nós defendemos um tratamento diferenciado para os produtores que sofreram perdas em razão das enchentes e da estiagem no Rio Grande do Sul”, afirmou.
Segundo o deputado, a proposta busca distinguir os casos relacionados às mudanças climáticas das dificuldades enfrentadas por produtores de outras regiões devido à oscilação de preços agrícolas ou ao aumento do custo dos insumos.
“Há situações diferentes. Alguns produtores enfrentaram perdas relacionadas ao mercado e aos custos de produção, enquanto no Rio Grande do Sul houve impacto direto das mudanças climáticas sobre a produção”, disse Pimenta.